Lição 09: A Evangelização das Crianças (Adultos)



Introdução
Conta-se que, após um evento evangelístico, alguém indagou a Dwight L. Moody quantas vidas ele ganhara para Cristo naquele dia. “Duas e meia”, respondeu o famoso evangelista. A pessoa sorriu e disse: “Entendo, o senhor quer dizer dois adultos e uma criança”. “Não”, replicou Moody. “Foram duas crianças e um adulto.”
O que o fervoroso evangelista estava dizendo é que, ao trazer duas crianças a Cristo, ganhara duas vidas inteiras para o serviço do Senhor, ao passo que o adulto, talvez na metade de seus anos, podia dedicar-lhe apenas meia vida.

I. POR QUE EVANGELIZAR CRIANÇAS
Se há um departamento na igreja que demanda gastos e esforços é o Departamento Infantil. Será que vale a pena? Por que investir tanto na evangelização de crianças? Existem bases bíblicas para o evangelismo infantil? Sim, todo esforço e investimento são válidos para trazer a Cristo os pequeninos por quem Ele deu a própria vida.
1. É ordem divina. Desde os tempos do Antigo Testamento, o doutrinamento infantil mereceu especial atenção de Deus e de seus sacerdotes e profetas. A ordem era que se incutisse na criança o conhecimento de Deus. Em o Novo Testamento, não são poucas as passagens que ordenam a evangelização dos pequeninos, e a maioria dessas ordens partiu do próprio Senhor.
a) As crianças foram incluídas na Grande Comissão. Todo crente está pronto a recitar o “Ide” de Jesus: “Ide... pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). Poucos, porém, já pensaram no significado de “toda criatura”. A maioria se esquece de que a criança é também criatura de Deus e está incluída nessa ordem, juntamente com os adolescentes, jovens, adultos e idosos.
b) As crianças foram chamadas por Cristo. “Deixai vir a mim os pequeninos” (Mc 10.14, ARA). Juntamente com o convite aos pequenos, estava a ordem do Mestre para que não fossem impedidos de se aproximar. Quase posso ver os discípulos, que antes proibiam a abordagem das crianças, agora lhes abrindo passagem na multidão. Imagino Pedro tomando, em suas mãos rústicas de pescador, a mãozinha gorducha de um menininho e trazendo-o ao Salvador.
Estamos fazendo assim em nossas igrejas? Estamos abrindo caminho para os pequeninos, oferecendo-lhes as melhores salas da Escola Dominical, bons professores e material didático? Não fazer isso seria embaraçá-los em seu caminho para Cristo.
Pastores e líderes, tomemos os pequeninos pelas mãos e levemo-los ao Salvador. Como? Projetando os templos de modo a oferecer espaço ao aprendizado infantil, investindo na especialização de obreiros interessados na salvação de crianças, adquirindo material apropriado ao evangelismo infantil, e realizando programações especiais voltadas a essa faixa etária.
Sigamos o modelo de Jesus. Nas sinagogas, no Templo, nas aldeias e nas residências, as multidões o cercavam. Pobres e enfermos o buscavam, famintos de suas palavras. Sábios e incultos ouviam com avidez a sua doutrina. Doutores da Lei o questionavam. Publicanos, escribas, sacerdotes e governantes queriam ouvir-lhe a opinião. Contudo, o Mestre dos Mestres não se esquecia dos pequeninos. Deixai-os vir a mim, ordenava ele, pegando-os no colo, abençoando-os, e garantindo que o Reino do céu lhes pertencia (Mc 10.13-16). Penso que eram as crianças quem mais vibravam com as parábolas do Mestre. Quanto não se emocionaram com a história da ovelhinha perdida! Parece que as vejo olhando o céu, acompanhando o voo das andorinhas, ou admirando o colorido dos lírios, enquanto o Senhor as ensinava a descansar no cuidado do Papai do Céu. Retornando às suas brincadeiras, levavam no coraçãozinho a certeza de que, para Deus, valiam mais que as flores e os pássaros. E que surpresa deliciosa terem sido tomadas como exemplo para os adultos, que deveriam tornar-se humildes como elas para herdarem o Reino dos céus! (Mt 18.1-6).
c) Deus é o maior interessado na salvação das crianças. “Assim também não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca” (Mt 18.14). Sim, a vontade de Deus é que todas se salvem e venham ao conhecimento da verdade (1 Tm 2.4). Para isso, Ele enviou o próprio Filho Jesus.
2. Prevenção da rebeldia nas gerações vindouras.
Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do Senhor [...] Porque ele [...] ordenou aos nossos pais que a fizessem conhecer a seus filhos, para que a geração vindoura a soubesse, e os filhos que nascessem se levantassem e a contassem a seus filhos; para que pusessem em Deus a sua esperança [...] e não fossem como seus pais, geração contumaz e rebelde... (Sl 78.4-8)
A ordem de Deus era que o seu conhecimento fosse transmitido às crianças, e estas, quando crescessem, o fizessem a outras. Esse era, e ainda é, o modo de se prevenir o declínio espiritual das gerações vindouras. Atente para a possibilidade que havia de o povo de Deus seguir nas pisadas infiéis de seus antepassados. Se o conhecimento de Deus não for bem cimentado na presente geração, para que esta o comunique à próxima, as gerações futuras serão contumazes e rebeldes (v. 8).

II. CRIANCINHAS PODEM CRER EM JESUS E RECEBÊ-LO COMO SALVADOR
Uma dúvida de muita gente, inclusive de pessoas que trabalham com crianças é: Uma criança pode crer em Cristo e ser salva? Sim. A Bíblia nos mostra, e a experiência o comprova, que os pequeninos podem e devem crer em Cristo, e recebê-lo como Salvador. Sobejam os testemunhos de valorosos servos de Deus, que tiveram um encontro real com Cristo em sua infância e permaneceram fiéis ao longo de suas vidas, fazendo grandes coisas para o Reino de Deus.
Quem não se emociona, por exemplo, com a história de Amy Carmichael, a missionária irlandesa que serviu ao Senhor na Índia, e que livrou do paganismo hindu centenas de pequeninos? Com apenas cinco anos, Amy compreendera sua necessidade de um Salvador que a livrasse do pecado, e reconhecera em Cristo esse Salvador, recebendo-o em seu coração. Sua experiência fez com que jamais desprezasse uma conversão infantil. Ao contrário, empenhou-se na salvação de crianças e, após testemunhar tantas almas infantis rendendo-se a Cristo, escreveu: “Até os pequeninos podem crer no Filho de Deus e recebê-lo como Salvador”.
É a Bíblia, porém, que garante a salvação de crianças.
1. Os pequeninos creem em Cristo. “E Jesus, chamando uma criança, a pôs no meio deles e disse: [...] Mas qualquer que escandalizar um destes pequeninos que creem em mim...” (Mt 18.2,6). O Senhor, que sonda mentes e corações, e conhece a fé e a confiança das crianças, estava testemunhando a capacidade dos pequeninos de crerem nEle. E pelo que observamos no relato de Marcos, a criança que Jesus tomou para exemplo era pouco mais que um bebê, porque foi pega no colo. “E, lançando mão de uma criança, pô-la no meio deles e, tomando-a nos braços, disse-lhes...” (Mc 9.36, grifo nosso). Era um menino, ou quem sabe uma menina, ainda na primeira infância, mas a sua tenra idade não foi obstáculo para que cresse em Cristo.
2. As crianças das cartas bíblicas. O apóstolo Paulo inicia a epístola aos Efésios saudando os “santos que estão em Éfeso e fiéis em Cristo Jesus” (Ef 1.1, grifo nosso). E ao final, após haver admoestado os cônjuges, recomenda às crianças: “Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais” (Ef 6.1). A carta destinava-se também às crianças, e estas foram chamadas, na introdução, de santas e fiéis.
João, em sua primeira missiva, não apenas se lembra dos pequeninos como ainda dá testemunho de seu relacionamento com Deus: “Filhinhos, eu vos escrevi, porque conheceis o Pai” (1 Jo 2. 14, ARA). “Filhinhos”, do grego paidion, significa criança muito nova, infante, nenê. Quem ainda duvida de que uma criança possa experimentar a regeneração?
3. Outros exemplos bíblicos. Encontramos na Bíblia crianças que aceitaram a salvação e permaneceram firmes na fé. Um grande exemplo é o menino Timóteo, que, pequenino ainda, aprendeu, com a mãe e a avó, as sagradas letras que o tornaram sábio para a salvação. Ao ouvir o evangelho por intermédio de Paulo, aceitou prontamente Cristo, tornando-se útil ao Reino de Deus (2 Tm 1.5; 3.14,15). No Antigo Testamento, encontramos crianças como Samuel, que serviu ao Senhor desde que fora desmamado (1 Sm 2.11,18,26), além de Miriã, irmã de Moisés, e a escrava de Naamã.
a) A perfeição do louvor infantil. Ao entrar triunfalmente em Jerusalém, o Mestre foi aclamado pelas crianças que gritavam “Hosana ao Filho de Davi!” (Mt 21.9,15). Questionado pelos indignados sacerdotes e escribas, o Senhor Jesus contestou: “[...] nunca lestes: Pela boca dos meninos e das criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor?” (Mt 21.16).
b) A revelação das verdades eternas aos pequeninos. “Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos” (Mt 11.25). Ao longo desses anos de evangelismo infantil, vimos muitas crianças a quem as verdades eternas foram reveladas antes de o serem aos seus pais. São muitos os lares onde as crianças são as primeiras a compreender e a receber o mistério oculto de Deus — Cristo, que agora foi manifesto aos santos (Cl 1.26; 2.2). Depois, com oração e testemunho pessoal, elas trazem a Jesus os pais e os irmãos mais velhos.

III. SEM JESUS, A CRIANÇA PERDER-SE-Á
Cremos na salvação de crianças, e cremos igualmente em sua perdição. Sabemos que uma criança pode reconhecer-se pecadora, crer em Jesus como salvador, recebê-lo pela fé e ser salva, porque o próprio Jesus fala dos pequeninos que creem nEle. Mas sabemos também que uma criança pode perder-se, porque:
1. A criança nasce em pecado e herda uma natureza pecaminosa. “[...] todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23). Todos, sem distinção de sexo, raça ou idade, estão igualmente separados de Deus, aquém da perfeição divina. Pelo pecado de Adão no Éden, todos já nascemos propensos ao mal; herdamos uma natureza moral corrupta, com propensão a seguir o próprio caminho egoísta, indiferentes a Deus e ao próximo (Rm 3.10-12).
2. O coração do homem é mau desde a infância. Davi reconhece isso em Salmos 51.5, quando declara “Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe”. E em Salmos 58.3, ele corrobora a ideia de que o coração do homem é desviado desde o ventre: “Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, proferindo mentiras”.
3. A alma da criança está em perigo. “[...] não é da vontade de vosso Pai celeste que pereça um só destes pequeninos” (Mt 18.14, ARA). Por que Jesus diria isso se não houvesse a possibilidade de os pequeninos se perderem? Sua declaração leva-nos a crer que a alma infantil está em perigo.
Alguém, pensando naquele bebê lindo e angelical, dirá: Mas ele é inocente, nem ao menos sabe o que é pecado! Sim, ele é inocente. Mas apenas no sentido de que ainda não tem consciência do pecado, por ser mental e moralmente incapaz de reconhecê-lo. Embora portador do pecado original, ainda não tem o pecado experimental. Dizemos, por isso, que a criança está na “idade da inocência”, fase em que se acha amparada pela graça de Deus, pois conforme Atos 17.30, “não levou Deus em conta os tempos da ignorância” (ARA). Se ela vier a morrer ainda nesse estado, irá para o céu — não porque não peca, mas porque a graça divina lhe dá cobertura. Todavia, a partir do momento em que passa a distinguir entre o bem e o mal, torna-se culpada de seus erros e enquadra-se no restante do versículo: “[...] agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam” (At 17.30, ARA). A pergunta mais frequente ao tratarmos deste assunto é: Quando a criança está apta a fazer tal distinção? Existe uma idade determinada? A resposta é não. Algumas crianças evoluem mentalmente mais cedo; outras demoram mais. Não se pode prever quando uma criança terá consciência do certo e do errado.
Entretanto, temos observado sinais de rebeldia e agressividade em crianças bem pequenas ainda. Quem já não viu um pequerrucho enfrentar a mãe com a mãozinha levantada? Ou atacar o amiguinho com chutes e mordidas? Ainda rimos de nosso neto Filipe, que, com um ano e meio, ao ser contrariado pela mãe, atirou longe um carrinho de minha coleção e ficou esbravejando: “Vovozinho tisti! Vovozinho tisti!” A sua intenção era clara: se a mãe não lhe permitisse fazer o que queria, ele faria algo para deixar triste o avô. Noutra ocasião, ele foi mais longe: rasgou e jogou ao chão o desenho que pintara na Escola Dominical, gritando: “Papai do Céu tisti!” Ah, pecadorzinho de nascença!
Mas como saber se o pequenino que assim procede está apenas expressando seus sentimentos, sem intenção maléfica, ou se tem consciência de que está sendo mau? Uma das evidências mais claras de que a criança já faz distinção entre o certo e o errado é quando ela começa a ocultar dos pais os seus atos. Com apenas três anos, a nossa pequena Karen levava beliscões do irmão, fazendo carinha de anjo — quando estávamos por perto. Mal virávamos as costas, porém, ela revidava com tapas e puxões de cabelo.
Nosso dever, portanto, é encaminhar nossos filhinhos a Jesus o mais cedo possível, pois se um deles, conhecedor do bem e do mal, morrer sem que haja recebido Cristo como Salvador, estará partindo sem salvação.

IV. A INFÂNCIA É SOLO PROPÍCIO
“E Jesus, chamando uma criança, a pôs no meio deles e disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no Reino dos céus” (Mt 18.2,3). Por que o adulto deveria tornar-se como criança para ser salvo? Não seria por que o coração infantil é terra virgem e fértil, livre de pedregulhos e ervas daninhas? É solo propício ao plantio.
1. A sensibilidade e a humildade infantis. Ao contrário do adulto, que tem o coração calejado, endurecido pelo engano do pecado (Hb 3.13), a criança é sensível. Seus olhos e ouvidos estão mais atentos às coisas espirituais que os de um adulto envolvido com as lides deste mundo. Minha esposa já viu crianças derramando lágrimas enquanto lhes expunha o plano da salvação. Elas sentem mais facilmente a sua condição de pecadora e comovem-se com o gesto redentor de Cristo. E em sua humildade, não se envergonham de reconhecer os próprios pecados, confessar-se pecadoras e abraçar a salvação oferecida pelo Papai do Céu em Cristo Jesus.
2. A confiança infantil. Naturalmente crédula, a criança acredita com facilidade naquilo que lhe ensinamos. (Portanto, cuidado: não ensinemos nada que precise ser desacreditado mais tarde, ou ela perderá a confiança em nós.) Em Romanos 10.10, lemos: “[...] com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação”. É assim que a criança crê — com o coração, não apenas com o intelecto.
Lembro-me de quando fomos visitar um vizinho enfermo. Levamos-lhe uma Bíblia e falamos-lhe de Jesus, o único caminho para o céu. Oh, quantos argumentos filosóficos e mediúnicos tivemos de ouvir! Doeu-nos o coração ver aquele pobre homem, temeroso de enfrentar a morte, preocupado em reunir méritos para apresentar-se perante Deus, quando seria tão fácil e simples crer em Jesus Cristo e aceitar a salvação pelos méritos dEle! Uma criança não teria essa dificuldade, porque o seu coração ainda é livre das doutrinas falsas, sedimentadas ao longo de uma existência. Por isso ela crê facilmente no Filho de Deus, e o recebe sem questionamentos.
3. A liberdade infantil. Quem já não ouviu um adulto queixar-se: “Gostaria de ser crente, mas não consigo deixar o vício”? Quem já não viu adultos comoverem-se com a mensagem da cruz, reconhecerem sua necessidade de salvação, mas não terem coragem de dar um passo para Cristo, por causa de sua situação matrimonial ilegal? Não que Deus não os recebesse; ao contrário, Deus está pronto a salvar aqueles que se lhe achegam (At 2.21). Todavia, a própria pessoa está tão enleada em caminhos tortuosos que não se decide a sair deles. Outros não vêm a Cristo porque temem ser rejeitados em seu círculo social. A criança está livre desses embaraços que estorvam a conversão do adulto.

V. ONDE EVANGELIZAR CRIANÇAS
A evangelização infantil pode ser feita em qualquer lugar onde haja crianças. Podemos alcançá-las promovendo eventos que reúnam milhares delas, ou pessoalmente, onde quer que se encontrem. Na rua, no ônibus, em ambientes fechados ou ao ar livre, a criança está sempre pronta a ouvir a maravilhosa história do amor de Deus.
1. No lar. Conforme enfatizado no capítulo 10, o lar é o primeiro e mais importante campo evangelístico, onde os pais devem, o quanto antes, levar ao Salvador cada um de seus filhos. Esta é uma grande responsabilidade e um glorioso privilégio.
2. Na igreja. Os pequeninos podem ser evangelizados em trabalhos específicos, como as Escolas Bíblicas de Férias, os cultos infantis e as classes da Escola Dominical apropriadas à sua faixa etária. Todos esses trabalhos reúnem crianças com o objetivo de evangelizá-las e admoestá-las na Palavra. Entretanto, o mais eficaz desses trabalhos é a Escola Dominical. Ela acontece todas as semanas, evitando que o professor perca de vista as suas crianças. Como bem definiu o Pr. Antônio Gilberto, a Escola Dominical é a maior agência ganhadora de almas do Reino de Deus. E é no Departamento Infantil que vemos mais acentuada essa característica. O bom professor não descuida do fato de que, em sua classe, há dois tipos de aluno: o salvo e o não salvo — o que já se decidiu por Cristo e o que é apenas filho de crente. Ele sabe que o ensino bíblico ministrado às crianças tem como finalidade primordial salvar-lhes a alma e, então, fazê-las crescer na graça e no conhecimento de Deus. Por isso, o professor fiel sempre incluirá em suas lições o plano da salvação e o convite para receber Cristo.
Contudo, além das atividades específicas às crianças, os pastores não devem esquecer-se delas nas outras reuniões da igreja. Por mais que pareçam buliçosas no banco ou desatentas no colo da mãe, elas estão ouvindo e aprendendo, seja pela pregação da Palavra, seja através dos cânticos. O pastor que ama Jesus sempre se dirigirá ao coração dos cordeirinhos, a quem Ele mandou apascentar (Jo 21.15)
3. Nas escolas e creches. Há poucos anos, tínhamos, em nosso país, a liberdade de anunciar o evangelho em escolas e creches, por meio das “aulas de religião”. Era possível, tratando-se previamente com a direção escolar, fixar um dia na semana para uma aula bíblica. Ouso dizer que milhares de crianças foram livradas do inferno por cristãos amorosos que se dispuseram a dedicar parte de seu tempo e de seus talentos, trazendo-as a Jesus. Esses piedosos irmãos souberam aproveitar a janela da oportunidade.
Hoje, infelizmente, em nome da “liberdade religiosa”, esse campo evangelístico praticamente deixou de existir. Mas ainda há diretores que resistem às imposições da chamada “pátria educadora” e, se não promovem abertamente o ensino bíblico em suas escolas, ao menos fazem vista grossa aos professores que se dispõem a semear a boa semente. Conhecemos professoras valentes que, com sabedoria e respeito, ministram, junto com o ensino secular, preciosas doses da verdade divina. Uma delas, por exemplo, apresentou à sua classe de Jardim de Infância o plano da salvação através das cores do Livro sem Palavras. Questionada pela diretora, não titubeou: “Estamos trabalhando as cores, senhora”. A diretora limitou-se a sorrir e menear a cabeça.
Que Deus abençoe essas corajosas evangelistas e lhes faça bem, como o fez às parteiras hebreias, que livraram da morte os bebês israelitas.
E que Deus nos acorde e nos desembarace para que tenhamos nossas próprias escolas, onde não apenas as nossas crianças estariam abrigadas da doutrinação do mal, como outros pequeninos poderiam ser alcançados para Jesus.
4. Orfanatos e hospitais. Visitas a orfanatos, acompanhadas de doações materiais, ou programações recreativas, são outra forma de alcançar crianças que, talvez, jamais venham a frequentar uma igreja ou ouvir falar do Salvador. Nos hospitais, em uma visita rápida e bem planejada, é possível apresentar Jesus a crianças que estão sofrendo e, assim, impedir que partam deste mundo sem salvação. Além do mais, poderemos orar, rogando ao Pai que, se for da sua vontade, cure-as de suas enfermidades.
Lembramos que essas visitas só podem ser feitas com permissão dos responsáveis.

Conclusão
O problema da alma infantil é o mesmo da alma adulta: o pecado que a separa de Deus. O caminho da salvação para ela é o mesmo apontado a todo pecador: Jesus Cristo, o Filho de Deus, morto em nosso lugar e ressurreto dos mortos (1 Co 15.3,4). E quem a convencerá de seu pecado e operará nela o novo nascimento é o mesmo Espírito Santo que age nos corações adultos.
No entanto, a exemplo de Jesus, que tinha uma fala especial a cada grupo de ouvintes, poderemos chegar mais facilmente ao coração infantil se empregarmos uma linguagem simples e clara, à altura de sua compreensão. Além disso, contamos com recursos didáticos criativos e eficazes na comunicação do evangelho aos pequeninos. A CPAD dispõe de amplo material evangelístico infantil, desde histórias ilustradas a folhetos, que podem ser usados no evangelismo pessoal quanto no coletivo.
Semeemos a boa semente nos corações infantis, antes que o mal seja neles disseminado, e ela terá maior probabilidade de germinar e frutificar para Deus.

Autor: Claudionor de Andrade



Lição 09: O Sinal do Emanuel (Jovens)



A importância de Isaías para a compreensão a respeito do Messias e inquestionável. Prova disso são as frequentes citações de seus oráculos no Novo Testamento. Pode-se dizer também que os seus textos messiânicos foram tomados teologicamente pelo cristianismo primitivo como um dos principais fundamentos para a compreensão da natureza e atuação de Jesus de Nazaré na condição de Messias prometido, particularmente em comunidades do primeiro século, formadas, em sua maioria, por judeus cristãos, pois era necessário aprofundar a dimensão cristológica com o objetivo de diminuir a possibilidade de se negar o caráter messiânico de Jesus.
Entre os títulos messiânicos da tradição veterotestamentária, interpretados como sendo de Jesus de Nazaré, um em particular recebeu destaque: “Emanuel”, que, no hebraico, é a junção de dois termos immánu, que significa “conosco” e EI, que significa “Deus” ou “Senhor”, literalmente “conosco [está] Deus”. O título foi uma apropriação teológica do livro atribuído ao profeta Isaías, já que a expressão aparece em dois versículos e, indiretamente, em um versículo. Seguem os versículos:
1) “Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel” (Is 7.14).
2) “[...] e passará a Judá, inundando-o, e irá passando por ele, e chegará até ao pescoço; e a extensão de suas asas encherá a largura da tua terra, ó Emanuel (Is 8.8)”.
3) “Tomai juntamente conselho, e ele será dissipado; dizei a palavra, e ela não subsistirá, porque Deus é conosco” (Is 8.10).
Para saber um pouco mais sobre o título messiânico Emanuel, é necessário apresentar algumas considerações a partir do seguinte questionamento: Em que contexto histórico-teológico, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, surge o conceito de “Emanuel”? O questionamento se mostra relevante diante do percurso histórico de, aproximadamente, 800 anos entre o surgimento do termo e sua inserção no Evangelho de Mateus. Além disso, qual a importância do conceito de Emanuel para os cristãos em geral? Essas são questões que serão trabalhadas ao longo deste capítulo.

I - O CONTEXTO IMEDIATO DA PROFECIA MESSIÂNICA
Embora já se tenha discutido alguns aspectos introdutórios do livro de Isaías no primeiro e segundo capítulos, é preciso retomar algumas questões, particularmente em relação ao contexto histórico em que surge o conceito de Emanuel, já que a esperança que dele decorre se dá em meio a diversas crises institucionais. Do ponto de vista histórico, Isaías exerce seu ministério profético em um momento de crise política em Judá e Israel, com desdobramentos na vida religiosa e cultural das tribos envolvidas. Desse modo, a percepção histórica e a reflexão teológica tecem a narrativa a respeito do Emanuel.
1. Emanuel: contexto histórico-social
O capítulo que versa sobre o Emanuel está inserido numa intensa relação diplomática envolvendo Acaz (735 - 716 a.C), rei de Judá, Resim, rei da Síria, e Peca (739 - 732 a.C), rei de Israel. Os dois últimos pressionavam Acaz para participar de uma coligação contra Tiglate-Pileser III (745 - 727 a.C), rei da Assíria. A recusa de Acaz em formar um bloco contrário à política de expansão da Assíria fez com que Damasco e Israel se articulassem para derrubá-lo, pois o objetivo seria criar um cisma em Judá e inserir um governante vassalo fiel à coligação sírio-israelita, conforme informa o texto de Isaías: “Porquanto a Síria teve contra ti maligno conselho, com Efraim e com o filho de Remalias, dizendo: Vamos subir contra Judá, e atormentemo-lo, e repartamo-lo entre nós, e façamos reinar no meio dele o filho de Tabeal” (Is 7.5,6). Houve um ataque sem êxito contra Jerusalém. A Síria, porém, anexou aos seus domínios o território de Elate. O texto de 2 Reis descreve resumidamente esse episódio: “Então, subiu Rezim, rei da Síria, com Peca, filho de Remalias, rei de Israel, a Jerusalém, à peleja; e cercaram Acaz, porém não o puderam vencer. Naquele mesmo tempo, Rezim, rei da Síria, restituiu Elate à Síria e lançou fora de Elate os judeus; e os siros vieram a Elate e habitaram ali até ao dia de hoje (2 Rs 16.5,6).”
Ainda que a coligação siro-israelita não tenha logrado êxito em relação à tomada de Jerusalém, a anexação de Elate certamente impôs temor entre as autoridades e à população em geral, como fica claro no texto de Isaías: “E deram aviso à casa de Davi, dizendo: A Síria fez aliança com Efraim. Então, se moveu o seu coração, e o coração do seu povo, como se movem as árvores do bosque com o vento” (Is 7.2). Não obstante às claras advertências do profeta Isaías, Acaz se sentia pressionado a buscar uma aliança com a Assíria para defender as fronteiras de seus inimigos. Algo que o fez no momento oportuno, segundo o livro de 2 Reis: “E Acaz enviou mensageiros a Tiglate-Pileser, rei da Assíria, dizendo: Eu sou teu servo e teu filho; sobe e livra-me das mãos do rei da Síria e das mãos do rei de Israel, que se levantam contra mim. E tomou Acaz a prata e o ouro que se achou na Casa do Senhor e nos tesouros da casa do rei e mandou um presente ao rei da Assíria. E o rei da Assíria lhe deu ouvidos; pois o rei da Assíria subiu contra Damasco, e tomou-a, e levou o povo para Quir, e matou a Rezim. Então, o rei Acaz foi a Damasco, a encontrar-se com Tiglate-Pileser, rei da Assíria [...]” (2 Rs 16.7-10a).
A ajuda da Assíria não saiu barato para Acaz, pois certamente se livrou da opressão siro-israelita, porém não conseguiu se livrar dos tentáculos da dominação política de seu aliado, uma vez que Judá passou à condição de vassalo da Assíria. Acrescenta-se ainda aos problemas políticos de Judá a relativização religiosa e cultural, bem como a questão da ética nas relações sociais. Nesse sentido, há informações de que o rei Acaz cometeu muitos atos contrários à Lei de Deus. Por exemplo, 2 Reis narra que Acaz “[...] não fez o que era reto aos olhos do Senhor, seu Deus, como Davi, seu pai. Porque andou no caminho dos reis de Israel e até a seu filho fez passar pelo fogo, segundo as abominações dos gentios, que o Senhor lançara fora de diante dos filhos de Israel. Também sacrificou e queimou incenso nos altos e nos outeiros, como também debaixo de todo arvoredo” (2 Rs 16.2-4).
Não é possível identificar por meio da narrativa acima até que ponto o comportamento do rei Acaz se fazia presente também na população. Entretanto, não é exagero sugerir que suas atitudes morais exerciam influência na vida dos habitantes de Judá. Assim, o contexto histórico-social aponta para o fato de que a confiança na proteção de Deus estava em baixa, para dizer o mínimo, já que se buscava o socorro da potência política da época, a Assíria. Com isso, demonstrava-se a ineficácia ou inexistência da memória libertadora do Êxodo, pois, mesmo diante do poderio do império egípcio, houve uma inequívoca ação libertadora de Deus na história.
2. Emanuel: contexto histórico-teológico
O contexto histórico-social apresentado anteriormente ilumina a ação profética de Isaías, pois sua leitura teológica fundamenta-se no fato de que as ações de Acaz, particularmente a aliança estabelecida com a Assíria, estavam mais alicerçadas em pressupostos da lógica política e diplomática do que numa real e sincera busca pelas orientações de Deus. A intervenção do profeta procura inicialmente tranquilizar o aterrorizado rei Acaz. A orientação de Deus era: “E dize-lhe: Acautela-te e aquieta-te; não temas, nem se desanime o teu coração por causa destes dois pedaços de tições fumegantes, por causa do ardor da ira de Rezim, e da Síria, e do filho de Remalias” (Is 7.4).
O que garante a existência do povo de Deus não são as articulações políticas, já que, embora necessárias, não dão conta da complexidade que envolve a existência de Judá. Desse modo, Deus, por intermédio do profeta, esclarece de modo ininteligível: “Entretanto, a cabeça de Efraim será Samaria, e a cabeça de Samaria, o filho de Remalias; se o não crerdes, certamente, não ficareis firmes” (Is 7.9). Na concepção teológica do profeta Isaías, a falta de confiança em Deus era o principal entrave para a superação daquela situação, pois o mesmo Deus que agiu na travessia do deserto em direção à Canaã traria salvação para a nação de Judá. Diante da situação política que se desenhava, tendo, por um lado, a coligação siro-israelita, e, por outro, os assírios, era necessário entregar a situação ao conselho de Deus, pois Ele é o fiel cuidador do seu povo!

II - O SINAL DO “EMANUEL”
Quanto ao receio de que a coligação siro-israelita obteria êxito no seu intento de desestruturar Judá, inclusive tentando depor o seu rei, a resposta dada por Deus a Acaz, por intermédio do profeta Isaías, foi a seguinte: “Assim diz o Senhor Deus: Isto não subsistirá, nem tampouco acontecerá” (Is 7.7). Em outras palavras, não se justificavam as atitudes de desespero e de alianças que trariam mais prejuízo à nação. Tamanha era a convicção do arauto que procurou novamente Acaz para lhe desafiar: “E continuou o Senhor a falar com Acaz, dizendo: Pede para ti ao Senhor, teu Deus, um sinal; pede-o ou embaixo nas profundezas ou em cima nas alturas” (vv. 10,11). A resposta de Acaz denotava sua incapacidade para assumir desafios diante de Deus: “Acaz, porém, disse: Não o pedirei, nem tentarei ao Senhor” (v.12). Conforme escreveu Raymond C. Ortlund: “Deus entregara um cheque em branco a Acaz, mas ele se recusou a descontá-lo. Por quê? Porque não queria confiar em Deus. E verdade que disse isso com palavras mais piedosas (Dt 6.16). Mas tudo não passou de um rápido pensamento, de uma hipocrisia diplomática”.
Porém, a resposta de Deus, por intermédio do profeta, é direta: “Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel. Manteiga e mel comerá, até que ele saiba rejeitar o mal e escolher o bem. Na verdade, antes que este menino saiba rejeitar o mal e escolher o bem, a terra de que te enfadas será desamparada dos seus dois reis” (Is 7.14-16).
A análise mais ampla de Isaías sugere o cumprimento da profecia naquele contexto, podendo ser um filho do rei Acaz ou do próprio profeta Isaías. O que se deduz dos versículos 15 e 16 do capítulo 7, em conexão com os versículos 3 e 4 do capítulo 8, que diz: “E fui ter com a profetisa; e ela concebeu e deu à luz um filho; e o Senhor me disse: Põe-lhe o nome de Maer-Salal-Hás-Baz. Porque, antes que o menino saiba dizer meu pai ou minha mãe, se levarão as riquezas de Damasco e os despojos de Samaria, diante do rei da Assíria” (Is 8.3,4). Um texto de Isaías pode estar se referindo à profecia sobre o filho de Acaz: “[...] e passará a Judá, inundando-o, e irá passando por ele, e chegará até ao pescoço; e a extensão de suas asas encherá a largura da tua terra, ó Emanuel” (Is 8.8).
Por outro lado, pode-se dizer também que as profecias se projetam para um futuro mais distante. O que pode ser constatado nos versículos de 1 a 7 do capítulo 9 de Isaías:
“Mas a terra que foi angustiada não será entenebrecida. Ele envileceu, nos primeiros tempos, a terra de Zebulom e a terra de Naftali; mas, nos últimos, a enobreceu junto ao caminho do mar, além do Jordão, a Galileia dos gentios. O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra de morte resplandeceu a luz. Tu multiplicaste este povo e a alegria lhe aumentaste; todos se alegrarão perante ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando se repartem os despojos. Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre ele, a vara que lhe feria os ombros e o cetro do seu opressor, como no dia dos midianitas. Porque toda a armadura daqueles que pelejavam com ruído e as vestes que rolavam no sangue serão queimadas, servirão de pasto ao fogo. Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Do incremento deste principado e da paz, não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar em juízo e em justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos Exércitos fará isto” (Is 9.1-7).
Seria difícil investigar todo o percurso histórico-linguístico do título Emanuel. Porém, certamente o termo passa a fazer parte do vocabulário religioso judaico, sendo acessado principalmente nos momentos de crises sociais e religiosas, como foi, por exemplo, o cativeiro babilónico. A construção histórico-teológica da expectativa messiânica no cativeiro babilónico impôs aos teólogos do período a necessidade de buscar na tradição fundamentos que ancorassem a esperança do povo. Desse modo, o Sinal do Emanuel extrapolaria a dimensão histórico-social dos condicionamentos conceituais, inserindo-se na tradição veterotestamentária como um conceito que se aplicaria a esperança messiânica.
Entretanto, o título Emanuel também seria utilizado pelos cristãos, em particular quando se percebeu a necessidade de se apresentar um fundamento histórico-teológico do caráter messiânico de Jesus de Nazaré. É nesse sentido que se deve entender, por exemplo, o emprego do termo pelo autor do Evangelho de Mateus.
Após a destruição de Jerusalém no ano 70 pelo general romano Tito, muitos judeus migraram para várias regiões da Palestina, sendo provável que judeus convertidos a Cristo passaram a dividir o mesmo espaço geográfico com judeus de estrutura religiosa farisaica, cujo centro religioso, na ausência do templo, era a sinagoga. A expressão religiosa sinagogal sinalizava para a necessidade de se preservar a identidade judaica, pois o momento de crise político-social demandava ações de fortalecimento do vínculo identitário. É nesse contexto em que o Evangelho de Mateus se insere, pois há o perigo de que judeus que se converteram a Cristo sucumbam diante das políticas culturais de fortalecimento da identidade judaica. Desse modo, a produção teológico-pastoral do autor do Evangelho de Mateus se insere em uma comunidade cristã que procura se desprender do vínculo ao judaísmo, particularmente de sua incredulidade messiânica, conservando, porém, a continuidade histórico-teológica do Antigo Testamento, sendo uma das questões-chave o fundamento veterotestamentário que atesta o caráter messiânico de Jesus de Nazaré.
Ao contrário do que a sinagoga ensinava - de que o messias ainda era uma espera - o evangelista insiste que as escrituras se cumpriram em Jesus. Sendo assim, já não é mais espera, e sim realidade presente que anima a comunidade. É nesse sentido que o evangelista cita o sinal do Emanuel: “E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel. (Emanuel traduzido é: Deus conosco)” (Mt 1.21-23).
Ainda que o Evangelho de Mateus seja o único a apresentar uma relação histórica e teológica entre o sinal do Emanuel de Isaías e a presença de Deus por intermédio do nascimento de Jesus de Nazaré, o conceito teológico da presencialidade de Deus em Cristo perpassa os escritos do Novo Testamento. Um dos textos mais antigos sobre a habitação de Deus entre os homens é o hino cristológico que aparece na carta escrita aos Filipenses por Paulo, provavelmente na segunda metade da década de 50 d.C. Segue o texto: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” (F1 2.5-11).
Do mesmo modo, o Evangelho atribuído ao apóstolo João descreve o lógos pré-existente (Jo 1.14) que é confirmado em sua epístola, quando procura discernir as compreensões sobre Jesus: “Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que está já no mundo” (1 Jo 4.2,3).

III - O DEUS ETERNAMENTE CONOSCO
Embora se esteja trabalhando a ideia de “Deus conosco” (Emanuel) a partir da situação histórica de Judá, é preciso levar em conta que as sagradas escrituras apresentam a presença de Deus em toda a história humana. Por exemplo, a narrativa do Jardim do Éden descreve a presença de Deus entre a criação, particularmente em sua relação harmoniosa com o homem e a mulher. Deus passeava pelo Jardim (Gn 3.8), o que sugere assiduidade na tratativa com o homem e a mulher, indicando, também, uma relação de confiança e amizade. O pecado abalaria o relacionamento com Deus. A proximidade e a confiança cederam lugar ao medo (Gn 3.10), manchando para sempre o relacionamento entre Deus e o ser humano. A graça de Deus, no entanto, foi oferecida ao primeiro casal, pois, se o pecado conduziria à morte (Gn 3.3), a permissão para que vivessem com qualidade de vida seria uma demonstração inequívoca da misericórdia e da generosidade de Deus. Mesmo com a relação abalada por causa do pecado, Deus jamais deixou de desejar ardentemente estar conosco. É o que mostra o relacionamento de Deus com os grandes personagens da Bíblia Sagrada.
1. Ele esteve com israel
Um dos personagens a quem Deus se revelou na antiguidade foi Abrão. E não somente isso, ele seria o início de um projeto de nação desenvolvida e executada pelo próprio Deus. Conforme a narrativa de Génesis: “Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.1-3).
A partir de Abrão e de sua descendência, Isaque e Jacó, surgiria a nação de Israel que desfrutaria da presença de Deus. O Senhor faz uma aliança com o povo de Israel. Porém, a garantia da presença dEle estava condicionada à fé, ou seja, na entrega irrestrita do povo aos seus desígnios. O Novo Testamento reconhece o valor da fé de homens e mulheres que, apesar de suas dificuldades, peregrinaram fundamentados na fé em Deus (Hb 11.1-40). Foram homens e mulheres que experimentaram o “Deus conosco”.
É correto afirmar que, apesar de todos os problemas que o povo de Deus teve para permanecer fiel à aliança, com tantas oportunidades que tiveram de experimentar sempre de novo a misericórdia e a bondade de Deus, e apesar de reiteradamente optarem pela desobediência, o Senhor permaneceu fiel à aliança com Israel, mesmo quando estavam no cativeiro. O povo quase foi dizimado, mas Ele prometeu um resto (Is 10.19), um remanescente (Is 1.9; Sf 3.13) e finalmente, um que “brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará” (Is 11.1), simbolizando o Messias, o Emanuel, que sobreviveriam a todas as destruições e catástrofes.
Portanto, apesar de não merecerem, Ele cuidou e esteve com seu povo por amor a toda humanidade (Jo 3.16). Esse Emanuel seria a concentração espiritual e santa de Israel, de tal forma que o próprio Cristo foi a realização do pacto de Deus com Israel. “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros [...]” (Is 9.6).
2. Ele está conosco
Como já foi dito, em Jesus de Nazaré se cumpriram todas as profecias bíblicas sobre a vinda do Messias. Ele é o Cristo enviado de Deus para salvar a humanidade sofredora. O Emanuel é a garantia de que, assim como foi com o povo de Israel, Ele também está conosco, como Ele mesmo prometeu: “[...] eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos” (Mt 28.20). Assim se cumpre em nós a promessa messiânica de que Ele, de fato, estaria conosco. O apóstolo João escreveu: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). O verbo “habitar” utilizado por João tem o mesmo sentido que o Emanuel utilizado por Isaías. Ou seja, Deus agora habita definitivamente entre seu povo através de Cristo e de seu sacrifício na cruz. “E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará o vosso corpo mortal, pelo seu Espírito que em vós habita” (Rm 8.11).
A presença de Deus ocorre em dimensões trinitárias, tendo em vista que o Pai, o Filho e o Espírito Santo atuam harmoniosamente entre nós, dando--nos sentido e direção existencial. Imbuídos da presença trinitária de Deus, homens e mulheres ousaram romper barreiras étnico-culturais para levar o evangelho a todas as nações, cumprindo, assim, a expansão do evangelho determinada por Jesus: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8). Eles enfrentaram perseguições, resistiram aos falsos mestres, desafiaram os poderosos deste mundo, pois se entendiam como portadores da fé no “Deus Conosco”.
Do mesmo modo na contemporaneidade, embora o mundo se apresente de modo diferente do vivenciado pelos pais fundadores, a presencialidade de Deus ainda é manifesta de forma inequívoca, principalmente no vínculo comunitário da comunhão. O mesmo Senhor que foi “Deus conosco” por ocasião da angústia de Judá, será “Deus conosco” nos momentos de crise da Igreja, já que: “[...] onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18.20). A presença do Emanuel transcende a existência e a história. Ele não apenas esteve com Israel, mas também com toda a humanidade. Ele sempre esteve, está e estará conosco provendo salvação, cura e cuidado de tudo e de todos. Convém estarmos atentos à presença do Emanuel em nossas vidas, manifestando-a a outros que também precisam dela para sobreviver aos conflitos, injustiças e percalços da vida.
3. Ele estará conosco
O conceito do “Deus conosco” também é revestido de concepções escatológicas, pois o conceito do Emanuel não aponta somente para o passado ou presente, mas também é a garantia de que, também no futuro, o Senhor estará entre seu povo, não apenas espiritualmente e de forma limitada pelas contingências humanas, mas também com toda a sua força e esplendor na plenitude do Reino de Deus. No entanto, o Reino de Deus que se concretizará plenamente no mundo vindouro é também uma dimensão que invade o presente. Jesus disse: “Mas se é pelo dedo de Deus que eu expulso demónios, então chegou a vocês o Reino de Deus” (Lc 11.20 -NVI). O “Deus conosco” nos convida a participarmos em seu Reino de justiça e paz, tendo em vista que a presença do Reino de Deus implica em destronar o império do mal.
O Reino de Deus caminha para o seu desfecho tendo a Igreja como protagonista da presença justa de Deus no mundo. Assim, nós não somos apenas portadores da bênção do “Deus conosco”, somos também sinais da presença de Deus no mundo. Desse modo, a presença do Reino de Deus impõe à Igreja a responsabilidade de vivenciar e testemunhar os seus valores, algo explícito nos capítulos 5 a 7 do Evangelho de Mateus.
O Emanuel faria parte, então, da esperança cristã da presença de Cristo na comunidade, motivo de grande celebração, pois ressoa a promessa: “Eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos” (Mt 28.20). Essa promessa não pode ser motivo para uma fé paralisada. Pelo contrário, o derramamento do Espírito Santo tinha como propósito capacitar homens e mulheres para serem “testemunhas” (At 1.8). Do mesmo modo hoje, celebremos a presença do Senhor em todas as dimensões da vida, testemunhando ao mundo os valores inefáveis do Reino de Deus, aguardando ativamente o desfecho do Senhor. Conforme diz em apocalipse: “E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus” (Ap 21.3).

Autor: Claiton Ivan Pommerening




Dinâmica da Lição 09: A Evangelização das Crianças (Adultos)



Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
- Ao preparar a aula, você precisa lembrar que seu alvo é ensinar a palavra de Deus a fim de transformar a vida dos alunos. Para isso, tenha sempre em mente o que eles precisam saber, sentir e agir.
- Este é um momento de grande importância, quando você deverá atrair a atenção e o interesse da classe para o que será ensinado.
6 - Não esqueça que ministrar uma aula não significa apenas transmitir um amontoado de informações teológicas ou conhecimentos puramente pessoais sem a interação com a classe. É importante que os alunos sejam incentivados a participar no processo de aprendizagem.
- Apresentem o título da lição: A Evangelização das Crianças.
– Agora, trabalhe o conteúdo da lição. – Para isso é importante que você apresente estratégias que estimule a participação dos alunos, valorize o conteúdo, reforce as aplicações e facilite a aprendizagem. Portanto, para não perder de vista o alvo da lição, use a criatividade, apresente domínio da matéria e observe se os alunos estão entendendo o assunto.
- Para concluir, utilizem a dinâmica “Pão para quem tem fome”.



Dinâmica: Pão para quem tem fome

Objetivo:
Refletir que a evangelização das crianças é necessária e urgente.
Material didático:
Pães para uma parte da turma.
Atividade didática:
- Dividam a turma em 03 grupos.
- Orientem cada grupo da seguinte forma:
Grupo 1: Vocês receberão pães e quando estiver no grande círculo, deverão comê-lo imediatamente.
Grupo 2: Será oferecido a vocês pães, quando estiver no grande círculo, mas o grupo três irá impedi-lo de aceitá-lo (Oriente o grupo 3 para executar esta ação).
Grupo 3: Vocês não receberão pães, não será oferecido pães para vocês, mas deverão pedir bastante, quando estiverem no grande círculo.
- Juntem os 03 grupos, formando um grande círculo.
- Agora, realizem os comandos para cada grupo, já expostos acima.
- Depois, perguntem: O que podemos refletir sobre a evangelização das crianças nestas 03 situações? O pão pode representar quem ou o quê?
O pão pode representar Jesus,  a palavra de Deus.
Situação 01: São as crianças que aceitam o convite de salvação, porque alguém evangelizou.
Situação 02: São as crianças que ouvem, mas não podem aceitar, porque a família os impede.
Situação 03: São as crianças que não são evangelizadas, tem sede de salvação, mas ainda não foram alcançadas.
- Para finalizar, explique que devemos evangelizar as crianças, em primeiro lugar, porque Deus as ama. E o amor do Pai está derramado em nossos corações. A criança é aquele serzinho disponibilizado por Deus para amarmos sem medida, como da mesma forma Ele quer que nos amemos uns aos outros. Priorizar as crianças em nossas igrejas não é capricho, mas tarefa das mais sublimes e urgentes. Por isso a Educação Infantil deve funcionar plenamente. Todo o apoio deve ocorrer com a Escola Bíblica de Férias, a maior estratégia de evangelização infantil. Enquanto a igreja não se convencer em priorizar as crianças, iremos na contramão do Evangelho.


Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Por Roberto José
http://www.ensinadorcristao.com.br  todos os direitos reservados.




Dinâmica da Lição 09: O Sinal do Emanuel (Jovens)



Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
- Ao preparar a aula, você precisa lembrar que seu alvo é ensinar a palavra de Deus a fim de transformar a vida dos alunos. Para isso, tenha sempre em mente o que eles precisam saber, sentir e agir.
- Este é um momento de grande importância, quando você deverá atrair a atenção e o interesse da classe para o que será ensinado.
6 – Para o desenvolvimento da lição apresentamos as seguintes sugestões:
- Fale que nesta aula, o tema a ser estudado será: O Sinal do Emanuel.
– Agora, trabalhe o conteúdo da lição. – Para isso é importante que você apresente estratégias que estimule a participação dos alunos, valorize o conteúdo, reforce as aplicações e facilite a aprendizagem. Portanto, para não perder de vista o alvo da lição, use a criatividade, apresente domínio da matéria e observe se os alunos estão entendendo o assunto.
- Não esqueça que ministrar uma aula não significa apenas transmitir um amontoado de informações teológicas ou conhecimentos puramente pessoais sem a interação com a classe. É importante que os alunos sejam incentivados a participar no processo de aprendizagem.
- Para a introdução da lição sugerimos a dinâmica: “Deus conosco”.



Dinâmica: Deus conosco

Objetivo:
Refletir sobre a presença de Deus em nossa vida e o que Ela provoca.
Material didático:
Os próprios alunos
Atividade Didática:
Divida a turma em dois grupos. Cada grupo irá discutir entre si e responder as seguintes perguntas: O grupo 1 refletirá sobre o tema: De que forma Deus está conosco?. O grupo2 discutirá os reflexos a presença de Deus traz na vida do jovem que Deus está com ele? Estabeleça um tempo para que os grupos discutam entre si, logo em seguida peça que cada grupo apresente suas conclusões estabelecendo uma discussão edificante sobre o assunto.


Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Por Escriba Digital
http://www.ensinadorcristao.com.br  todos os direitos reservados.




Dinâmica da Lição 09: Ética cristã e a sexualidade (Juvenis)



Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
- Ao preparar a aula, você precisa lembrar que seu alvo é ensinar a palavra de Deus a fim de transformar a vida dos alunos. Para isso, tenha sempre em mente o que eles precisam saber, sentir e agir.
- Este é um momento de grande importância, quando você deverá atrair a atenção e o interesse da classe para o que será ensinado.
6 - Não esqueça que ministrar uma aula não significa apenas transmitir um amontoado de informações teológicas ou conhecimentos puramente pessoais sem a interação com a classe. É importante que os alunos sejam incentivados a participar no processo de aprendizagem.
- Apresentem o título da lição: Ética cristã e a sexualidade.
– Agora, trabalhe o conteúdo da lição. – Para isso é importante que você apresente estratégias que estimule a participação dos alunos, valorize o conteúdo, reforce as aplicações e facilite a aprendizagem. Portanto, para não perder de vista o alvo da lição, use a criatividade, apresente domínio da matéria e observe se os alunos estão entendendo o assunto.
- Introduza a aula utilizando à dinâmica “: Igreja e Sexualidade”.



Dinâmica: Igreja e Sexualidade

Objetivos:
Alertar para a necessidade de saber defender o ponto de vista bíblico sobre a ética cristã na sexualidade.
Material:
03 crachás com nome JORNALISTA
Perguntas num envelope(vejam no procedimento)
Procedimento:
1 - Dividam a turma em 03 grupos.
2 – Peçam para que cada grupo escolham um líder. Orientem para que os 03 líderes saiam dos grupos.
3 - Falem que cada grupo receberá um jornalista que fará perguntas sobre o que a bíblia fala sobre sexualidade, castidade etc.
3 - Então, coloquem o crachá com nome JORNALISTA no líder de cada grupo, que também receberão as perguntas que deverão fazer para o grupo.
Perguntas para o grupo 01:
- Por que as pessoas confundem sexualidade com sexo?
- De que maneira a sexualidade pode ser expressada?
Perguntas para o grupo 02:
- Por que esse o assunto sexo é importante para os jovem cristão?
- Que sentimentos podem estar envolvidos na expressão da sexualidade?
Perguntas para o grupo 03:
- Que se entende por sexualidade, sensualidade, erotismo e pornografia?
- Por que se ensina pouco sobre sexo na igreja?
4 - Depois, os “jornalistas” devem apresentar para a turma as respostas dos grupos.
5 - Em seguida, trabalhem os pontos levantados na lição, apresentando argumentos bíblicos, confirmando, acrescentado ou contrapondo, se necessário, com as respostas dos grupos.



Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Elaborado por Sulamita Macedo.
Adaptado por Roberto José





Dinâmica da Lição 09: Lutero e Calvino: os agentes da Reforma (Adolescentes)



Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
- Ao preparar a aula, você precisa lembrar que seu alvo é ensinar a palavra de Deus a fim de transformar a vida dos alunos. Para isso, tenha sempre em mente o que eles precisam saber, sentir e agir.
- Este é um momento de grande importância, quando você deverá atrair a atenção e o interesse da classe para o que será ensinado.
6 - Não esqueça que ministrar uma aula não significa apenas transmitir um amontoado de informações teológicas ou conhecimentos puramente pessoais sem a interação com a classe. É importante que os alunos sejam incentivados a participar no processo de aprendizagem.
- Apresentem o título da lição: Lutero e Calvino: os agentes da Reforma.
– Agora, trabalhe o conteúdo da lição. – Para isso é importante que você apresente estratégias que estimule a participação dos alunos, valorize o conteúdo, reforce as aplicações e facilite a aprendizagem. Portanto, para não perder de vista o alvo da lição, use a criatividade, apresente domínio da matéria e observe se os alunos estão entendendo o assunto.
- Para concluir, utilize à dinâmica “As 95 teses de Matinho Lutero”.



Dinâmica: As 95 teses de Matinho Lutero

Objetivo:
Discutir sobre os assuntos que levaram a reforma da igreja.
Material Didático:
As 95 teses de Matinho Lutero
Papel
Caneta
Atividade Didática:
Coloque a disposição dos alunos as 95 teses de Matinho Lutero. Entregue caneta e papel para todos os alunos. Peça para que cada aluno escolha duas teses de Lutero que lhe chamou a atenção. Dê um tempo para que todos façam a sua escolha. Em seguida solicite dos alunos que exponham as teses escolhidas e faça uma discussão sobre o assunto.
Você poderá encontrar as 95 teses de Matinho Lutero CLICANDO AQUI.



Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!


Por Roberto José
http://www.ensinadorcristao.com.br  todos os direitos reservados.




Dinâmica da Lição 09: A Ressurreição de Lázaro (Pré-Adolescentes)



Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
- Ao preparar a aula, você precisa lembrar que seu alvo é ensinar a palavra de Deus a fim de transformar a vida dos alunos. Para isso, tenha sempre em mente o que eles precisam saber, sentir e agir.
- Este é um momento de grande importância, quando você deverá atrair a atenção e o interesse da classe para o que será ensinado.
6 - Não esqueça que ministrar uma aula não significa apenas transmitir um amontoado de informações teológicas ou conhecimentos puramente pessoais sem a interação com a classe. É importante que os alunos sejam incentivados a participar no processo de aprendizagem.
- Apresentem o título da lição: A Ressurreição de Lázaro.
– Agora, trabalhe o conteúdo da lição. – Para isso é importante que você apresente estratégias que estimule a participação dos alunos, valorize o conteúdo, reforce as aplicações e facilite a aprendizagem. Portanto, para não perder de vista o alvo da lição, use a criatividade, apresente domínio da matéria e observe se os alunos estão entendendo o assunto.
- Para concluir, utilizem à dinâmica “Ressurreição”.



Dinâmica: Ressurreição

Objetivo:
Levar os alunos a uma melhor compreensão a respeito do assunto em questão.
Material didático:
02 cartolinas
Lápis hidrocor
Tesoura
Atividade didática:
Pinte duas árvores, uma em cada cartolina, sendo uma bem bonita e colorida, com flores, folhas ... e a outra, desenhe apenas o contorno da primeira, escrevendo em cima o nome: “Árvore da ressurreição”.
Recorte a árvore colorida em vários pedaços, para montar um quebra-cabeças.
No momento da dinâmica, você coloca o desenho (contorno) da árvore no chão e distribui os pedaços da outra para que os alunos tentem montar a árvore em cima do contorno.
Quando a turma conseguir montar a árvore, você faz uma breve reflexão, falando que aquela é a árvore da ressurreição. Nós, quando não seguimos os ensinamentos de Jesus, somos como a primeira árvore, vazios e sem vida. Na cruz, Jesus morreu para nos libertar do pecado e ressuscitou para nos dar nova vida, deixando a nossa vida linda como essa nova árvore, mas para que Jesus transforme a sua vida (árvore), você tem que fazer a sua parte.
Agora, o que devemos fazer para cultivar a nossa árvore assim, bonita e cheia de vida?
Para concluir, você faz vários frutos e entrega para cada um escrever seu nome e colocar sobre a árvore, assumindo o compromisso de ser um bom fruto e cuidar bem da sua árvore (vida nova).
Enfatizar que, quando a árvore é bem cuidada, ela vai dar bons frutos, e nós somos os frutos dessa árvore, mas depende de nós ser um bom fruto e gerar novas árvores. Quando a árvore não é boa, ela não vai dar bons frutos e não vai agradar o coração de Deus.
Diga que todos aqueles que procuram fazer a vontade de Deus, ainda que morram, irão ressuscitar um dia. Esse dia é chamado como o dia da grande ressurreição.





Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Fonte: http://www.jardimdaboanova.com.br/
Adaptado por Roberto José
http://www.ensinadorcristao.com.br  todos os direitos reservados.