Lição 12: A Evangelização Real na Era Digital (Adultos)


Introdução
Peço licença, para transcrever o estudo realizado por meu filho, Gunar Berg, quanto à evangelização na era da informação.
O mundo está mudando rapidamente. Você já pensou nisso? Tenho certeza de que sim. Mas até aí, nada de novo, pois tudo vem mudando desde que o mundo é mundo. As culturas são vivas e estão em constante transformação. As sociedades acomodam-se, invariavelmente, a novas demandas e condições. Logo, a mudança, em si mesma, nem de longe é uma surpresa. Por conseguinte, o sobressalto dos nossos dias não é a transformação, mas a velocidade com que ela acontece.
Um dia, meu pai trouxe para casa um LongPlay... (Permita-me um longo parêntese: isso aconteceu há vinte anos. Desde então, presenciei a morte do LP, o nascimento e a extinção do CD, a passagem meteórica dos pen drives e a apoteose das músicas arquivadas na nuvem. Em duas décadas, três tecnologias surgiram e três foram sepultadas. Quanto ao velho LP, logrou reinar absoluto por sessenta anos — as coisas estão de fato mudando rapidamente.)
Voltando ao caso... Um dia, meu pai trouxe para casa um LP com mensagens radiofónicas gravadas pelo grande comunicador cristão Roberto Rabello. Enquanto o disco girava na vitrola, eu imaginava o exato momento em que aquelas pregações eram irradiadas ao vivo pelas transmissoras — o ruído da agulha contra o vinil era igual aos das ondas de amplitude modulada que chegavam aos aparelhos antigos. O toca-discos era uma máquina do tempo.
A primeira mensagem do Lado A daquela bolacha contava algumas curiosidades. Com voz calibrada e leitura magistral, o pastor Rabello relembrou o tempo quando os primeiros trens começaram a circular pelos Estados Unidos, cruzando a grande nação de costa a costa. Diante da novidade, os jornalistas descreviam o assombro que era viajar a incríveis 60 quilómetros por hora. Nessa época, o responsável pelo escritório de patentes norte-americano concluiu que seu trabalho chegara ao fim, pois nada mais havia para ser inventado pelo homem. E com deliciosos outros exemplos, aquela pregação cravou em mim a certeza inabalável de que a Bíblia resistirá não só às mudanças, mas à velocidade com que elas acontecerem: “0 céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar” (Mt 24.35).
- Gunar Berg

I. VELOCIDADE E ANGÚSTIA
O tempo presente tem sido chamado de a era da informação. Apesar de adequado, a nomenclatura exige alguma reflexão. Se esta é a era da informação, seria correto supor que já houve uma era de desinformações? Alguém pode pensar que sim, mas não existiu. Nem mesmo durante a Idade Média, que entrou para o imaginário histórico como o período das trevas, houve desinteligência. A grande diferença entre o presente e os tempos idos é a velocidade com que as informações se multiplicam e se propagam. São duas, portanto, as principais características da era da informação: o conhecimento e a celeridade (esta é o nosso grande desafio).
O principal fruto da rapidez das informações não é a facilidade, mas a angústia. É tão forte o incômodo pelo imediatismo que, no Japão, é comum os adolescentes serem humilhados virtualmente pelos amigos, caso demorem em responder-lhes às mensagens instantâneas via celular — pois, se são instantâneas, por que a demora? Alguns simplesmente não resistem à pressão e suicidam-se.
A sanha pela presteza é tal que aquilo que, há bem poucos anos, era considerado o suprassumo das comunicações tornou-se praticamente inútil. O e-mail, como sabemos, nasceu com os dias contados. Sem cerimônia, ele desbancou as tradicionais cartas para, em seguida, ser pisoteado pelo Messenger e sepultado pelo WhatsApp; a pá de cal não demora a chegar. Estes e muitos outros recursos, embora úteis, têm-se mostrado nocivos. Apesar de não serem intrinsecamente maus, não deixam de causar-nos algum mal.
A angústia pela velocidade está roubando-nos a noção de tempo. Antes dos transportes mecânicos ultravelozes, preocupávamo-nos não com o tempo, mas com as distâncias. Os viajantes que seguiam a pé, ou nos lombos de alguma montaria, planejavam suas viagens em quilómetros, pois não tinham como tornar mais rápidos os passos dos animais ou os seus próprios passos. Mas tão logo os trens, os automóveis modernos e os aviões supersônicos começaram a dominar essas e outras rotas, as viagens passaram a ser planejadas não pela extensão, mas pelo tempo — a pergunta mudou de “Qual a distância?” para “Quanto tempo até chegar?”.
1. Ser sem estar presente. Depois de relativizar os quilómetros de uma jornada, a velocidade chegou finalmente à informação e à comunicação. A partir do tráfego de dados na rede mundial de computadores, até mesmo o sentido de estar foi mudado. Isso fica bastante fácil de compreender em nosso idioma, pois a língua portuguesa distingue o ser e o estar. As videoconferências permitem-nos ser presentes sem estar presentes. Converso quase todos os dias com meu filho, eu no Rio de Janeiro, e eles em Paulínia, separados por 600 quilómetros. Ele me vê e também a casa em que morou. As pessoas e os lugares mais distantes estão próximos de nós tanto quanto os dedos estão perto da tela de um smartphone. E como foi que isso mudou a noção de tempo a que nos habituamos?
Durante os tempos do Brasil colônia, uma viagem entre Portugal e o Novo Mundo durava, em média, 60 dias, dependendo dos ventos, das calmarias, das tempestades e do que mais pudesse haver. Mesmo durante a crise que ameaçou o reinado de Dom João VI (ele no Brasil e o problema lá na corte em Lisboa), as cartas iam e vinham em ritmo perturbadoramente lento para a urgência de um império como o português. Há alguns anos, o tempo de correio não era contado em meses, mas em dias — ainda assim, um exercício de paciência.
E então, de repente, você escreve um recadinho para alguém no outro lado do globo, e essa pessoa responde com um áudio, e tudo isso não demora mais que o tempo necessário de escrever ou falar. É claro que isso é extremamente vantajoso, porque ninguém gosta de esperar, e há coisas que não podem mesmo aguardar. O problema não é, entretanto, não precisar esperar, mas não aceitar que se deva esperar por algo. É por isso que a sociedade comprometeu a sua noção de tempo e de importância. Se os minutos escoam é porque não sabemos como administrar as informações inesgotáveis que passam por nós. Se eles se arrastam é porque não sabemos o que fazer sem os milhares de informações que deveriam voar diante de nós.
2. Uma geração de ineditismos. Não se deixe enganar pelas palavras. Dizer que nossa geração comete ineditismos é muito diferente de afirmar que somos uma geração de pioneiros. Pioneirismo tem a ver com nobreza e altruísmo; ineditismo, porém, significa apenas fazer alguma coisa, qualquer coisa, pela primeira vez (e isso não é necessariamente bom). Somos, por exemplo, a primeira geração da história a dormir menos do que o necessário, e também a primeira a comer mais do que o aceitável. A situação piora quando se descobre que somos os primeiros a destruir, por prazer, as coisas das quais precisamos para sobreviver. Esse comportamento tem nome: hipoteca do tempo futuro, e é provocado pela angústia causada pela velocidade da informação e a sua abundância.
O sociólogo polonês Zygmunt Bauman apontou a imprevidência de se hipotecar o futuro quando, ao abusarmos do presente, vivemos com excessos, acima dos limites ou das necessidades. Estamos fazendo saques antecipados do futuro, e não há como saber se conseguiremos pagar essa promissória. Mas como esse é o comportamento padrão das sociedades de consumo, ele é considerado normal. Mas não é! Aliás, aprendamos algo: normal não é sinônimo de comum. Normal é aquilo que segue a norma, a regra. Comum é apenas algo recorrente. Logo, é cada vez mais comum as pessoas sacarem antecipadamente o tempo que ainda não viveram, hipotecando o futuro. Embora comum, esse comportamento é anormal, pois não foi assim que Deus planejou a nossa vida.

II. PECADORES DIGITAIS
Até os anos 2000, ouvíamos dizer que, ao se desligar o televisor, uma janela se fechava ao pecado. Agora, carregamos pequeninas basculantes que fazemos questão de manter abertas. Nossos celulares são, potencialmente, frestas pessoais e intransferíveis às tentações e concupiscências. Isso mostra que, na era da informação, há uma superexposição ao pecado. O Senhor Jesus alertou-nos que, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos viria a esfriar-se.
1. Íntimo e sigiloso. As situações que favorecem o pecado são sempre íntimas e sigilosas. Foi assim que Davi perpetrou um adultério e um assassinato (2 Sm 11). O caso de Amnom e Tamar também é bastante emblemático (2 Sm 13). Alguém perguntará: Se ambos os exemplos são tão antigos, em que a era da informação é mais perigosa? Seu risco está em multiplicar as possibilidades dessa mistura letal: intimidade e sigilo.
Primeiro, com os computadores pessoais e, agora, de forma irresistível, com os tablets e celulares. Isso formou uma geração de usuários que vive seus dias na intimidade e no sigilo dos aparelhos eletrônicos. Escondidas atrás das telas, as pessoas sentem-se mais seguras em transgredir as leis e os mandamentos do Deus que tudo vê.
2. O pecado viral. Os mesmos recursos que, rapidamente, proporcionam conhecimentos e saberes também possibilitam pecados e apostasias em tempo real. Se uma informação, ou evento, populariza-se na internet, os especialistas dizem que é um viral, algo que se espalha tão rápido como um vírus, ou como o pecado. Comportamentos pecaminosos disseminados nas redes sociais são velozmente imitados (Gn 18.20).
3. O conhecimento de enciclopédia. Alguns alunos acostumaram-se tanto aos recursos de pesquisa pela internet que não se dão ao trabalho de produzir suas próprias pesquisas e chegar às suas próprias conclusões. Eles apenas reproduzem. Esse é o paradoxo da era do conhecimento: as informações estão disponíveis em tal quantidade, que poucos sabem o que fazer com elas. Logo, o conhecimento moderno não está contribuindo para o avanço moral e ético da sociedade. A única forma de desenvolvimento que temos experimentado é de quantidade, não de qualidade. Nunca o homem conheceu tanto sobre si e tão pouco sobre Deus! (Os 4.1). Por esse motivo, temos de concentrar-nos a falar de Cristo a uma geração que só conhece a rapidez e o instantâneo.

        III. COMO PREGAR O EVANGELHO À GERAÇÃO FAST
“Quando procuro um vídeo, não perco tempo com nada que tenha mais que três minutos!” “Quem não consegue se expressar com sete palavras não merece dizer setenta” “Uma ideia em cento e quarenta caracteres.” Andando pelos corredores dos shoppings, caminhando pelos calçadões do comércio, nas conversas com os alunos nos seminários ou com os irmãos da igreja, aqui e ali, sempre escuto frases assim. Sentenças que têm a ver com pressa, velocidade, expectativas imediatas. Elas são o retrato de como está o mundo: com cada vez menos tempo e cada vez mais coisas a fazer.
1. Falar de Cristo em poucos minutos. Por outro lado, ainda não aprendemos a falar de Cristo em alguns poucos minutos. Uma mensagem bem elaborada requer, no mínimo, cinquenta minutos. Mas quem, ao navegar pela internet, pararia para ouvir, durante meia hora, um sermão acerca da necessidade de uma vida de renúncias? A coisa está difícil até para os anunciantes de bens de consumo que, para conseguir a atenção da audiência da internet, sempre livre e independente, obrigam os navegantes a assistir, ao menos, cinco segundos de seus comerciais nos sites de vídeos e notícias — se essas propagandas não fossem obrigatórias, ninguém as veria! Se quem vende sonhos de consumo enfrenta tal dificuldade, como agirá aquele que ensina ser Jesus Cristo a única esperança para esta geração? O que devemos fazer?
2. O que dá certo na era da informação? Em plena era da informação, eu cultivo um antigo hábito: ouvir rádio. E foi escutando noticiários que ouvi um professor de tecnologia, cujo nome não consigo lembrar-me, dizer algo interessante. Segundo ele, o rádio, apesar de antigo, possui as características indispensáveis que fazem as coisas dar certo na era da informação: tem qualidade e é gratuito. Se você tem o costume de escutar rádio, sabe do que o professor estava falando. Se algo é bom e de graça, provavelmente dará certo na era da informação instantânea. Diante dessa reflexão, disse a mim mesmo: “Tá fácil para nós! O evangelho é bom e gratuito!”. Como diz a geração da internet: “É isso, só que não”.
A mensagem que pregamos é antiga como o mundo (Gn 3.15) porque é absolutamente tudo de que o mundo precisa. Só compete a nós fazermos a sua anunciação da forma correta. O problema, portanto, não é o que pregamos, mas como o pregamos e se, de fato, o estamos pregando.
Essa equação não está fechando, e a culpa é nossa. Infelizmente, não há gratuidade nem qualidade em boa parte dos púlpitos e na maioria dos programas evangélicos radiofônicos e televisivos. Uma rápida zapeada pelos canais de televisão mostra dezenas de apóstolos, um sem número de bispos e pastores pedindo dinheiro, solicitando ofertas, requerendo doações, clamando por ceifeiros, colaboradores e sócios que possam dar, dar e dar.
Numa emissora de rádio, descobri um pastor agastando-se numa pregação que não tinha fim. Durante quarenta minutos, aquele homem, nem por uma vez, disse algo sobre a santidade, ou o pecado, ou a necessidade de arrependimento. Ele já estava falando quando liguei o rádio do carro, e deve ter continuado, por algum tempo ainda, depois que estacionei o veículo. Ele falou somente nas bênçãos que viriam na forma de bônus para quem desse as maiores ofertas. Ao ouvi-lo, logo conclui: estamos pregando coisas ruins e cobrando muito caro por isso. Esse tipo de evangelho não tem como dar certo na era da informação. Aliás, foram pregações mercenárias e dinheirosas como essa que provocaram a reação de Martinho Lutero no século XVI.
Para pregar o evangelho na era da informação, carecemos apenas de uma coisa: pregar o evangelho! É tão simples. Alguns de nós é que insistem em fazer o errado!
Com o surgimento das redes sociais, muitos cristãos diziam que os seus perfis tinham a finalidade de falar de Jesus. Mas não foi exatamente isso o que aconteceu. A maioria dos crentes está transferindo para o virtual os seus maus hábitos reais. Não há evangelização, não há pregação e não há testemunhos. Só vejo brigas, contendas e testemunhos duvidosos. Logo, a estratégia para ser um arauto virtual não é montar um perfil de pregador, de cantor ou de qualquer outro tipo de celebridade gospel. O que importa é ser crente real com um perfil santo e também real e imediato.
Não basta postar vídeos com meditações e apelos evangelísticos, ou publicar frases de esperança. Nada disso terá qualquer efeito se a sua vida (dentro e fora das redes) for contrária à mensagem que você está tentando anunciar.
3. Somos evangelistas analógicos e ultrapassados? Na era da informação, é urgente responder a uma série de perguntas, visando dinamizar a prática evangelística da igreja. A pregação precisa de um novo formato? O evangelismo que praticamos é antiquado?
a) A Palavra épermanente. Mateus 24.35 afirma que a Palavra de Deus há de durar para sempre, ao passo que o mundo é efêmero e mui passageiro. Portanto, o evangelho de Cristo não muda. Logo, o seu conteúdo não precisa ser alterado para adequar-se à era da informação. O que era desde o princípio continua válido até hoje.
A mensagem da salvação possui características exclusivas que a fazem comunicável a qualquer grupo em qualquer situação. Ela é imutável e resiste às mais repentinas transformações sociais. É ilimitadamente transformadora, porque tem o poder de mudar a vida do mais vil pecador (Rm 1.16).
b) Não confunda recursos com modelo. Muitos evangelistas argumentam que o modelo bíblico de evangelização deve ser revisto, pois não está à altura dos desafios da era da informação. Isso não é verdade. Nosso modelo evangelizador é divinamente perfeito. Foi exemplificado pelo Senhor Jesus em seu ministério terreno. O que deve ser revisto são os recursos (2 Tm 4.2,3).
c) Um modelo de 2.000 anos. Nosso modelo de evangelismo é fundamentado no amor às almas. O evangelismo, segundo Cristo, atrai o pecador pelo amor. Não que a graça seja irresistível, mas não há como negar que ela é atrativa. O modelo de Cristo para ganhar almas é, portanto, orientado pelo amor ágape que só o Espírito Santo nos pode comunicar. Isso significa que não evangelizamos por causa de alguma preferência, mas apesar de qualquer coisa. Cristo vê no pecador não o que ele é, mas quem ele pode vir a ser.

IV. GANHANDO ALMAS NA ERA DA INFORMAÇÃO
Está se popularizando, em muitas igrejas, um novo tipo de trabalho: o Departamento de Mídias. Em linhas gerais, os cooperadores dessa nova seara operam os recursos de áudio e vídeo durante os cultos e, nos casos mais expoentes, transmitem-nos ao vivo pela internet. Faz parte dessa tarefa a criação e a manutenção de sites com recursos visuais impressionantes. Mas isso é tudo?
1. Uma rede para pescadores de homens. A atenção de quem navega pela internet é seletiva. Na rede mundial de computadores, ninguém perde tempo com o que não deseja. Então, por mais que as igrejas marquem presença nesse território, devemos levar em conta que, mais importante que um templo (ou um site), é um missionário que pode ir até onde a igreja não pode chegar.
Cristo comissionou pescadores de homens. Isso tem a ver com o caráter razoavelmente solitário da tarefa evangelística, cujos resultados são contados alma a alma. É assim que a internet funciona! Uma simples frase evangelística que, embora despretensiosa, é compartilhada centenas de vezes pelos membros da congregação, atingirá muitos mais pecadores do que o lindo site da igreja procurado apenas pelos que já são crentes.
2. Você é o que você publica. Jesus disse em Mateus 12.34 que “a boca fala do que está cheio o coração” (ARA). Logo, as nossas postagens cotidianas, nas redes sociais, têm muito mais poder testemunhal do que as frases intencionalmente evangelísticas, pois somos o que publicamos.
Admiradas, as pessoas indagavam acerca da fonte da autoridade das pregações de Jesus. Todas elas, porém, sabiam que Ele ensinava com autoridade, e não como os escribas e fariseus (Mc 1.22). O Mestre, antes de tudo, vivia estritamente por suas palavras. O seu discurso intencional concordava com as suas ações. Conclui-se que uma mensagem evangelística, perdida entre centenas de postagens inconvenientes, pecaminosas e mundanas, será tão destrutiva quanto o pior dos vírus de computador.
3. Crie uma FanPage. A FanPage é diferente do perfil. Este serve para pessoas; aquela, para empresas e instituições. A sua igreja, seu grupo de jovens e adolescentes, ou qualquer outro departamento de sua congregação, pode ter uma FanPage. É absolutamente gratuito e muito fácil de usar. Na verdade, o FaceBook encarrega-se de orientar o usuário nas postagens. Além disso, os relatório da FanPage (todos fornecidos automaticamente pelo FaceBook) permitem-lhe monitorar a repercussão das postagens.
4. Desenvolva um canal no YouTube. Como já dissemos, na internet apenas as iniciativas excelentes e gratuitas sobrevivem. Por isso mesmo, é possível usar alguns serviços excepcionais, na rede, sem gastar nenhum centavo. Haja vista os canais do YouTube. Um canal é como um álbum de figurinhas, só que elas têm movimento e som. Você pode postar vídeos curtos (para fins evangelísticos, eles não podem ter duração superior a um minuto) ou palestras e pregações. Mas é importante que você tenha algo em mente: ninguém acessa ou assina um canal para fazer de você uma celebridade digital. As pessoas só assistem àquilo que as interessa; na internet, ninguém é obrigado a nada. Então, seja criativo e relevante; busque a sabedoria do alto.
5. Crie uma lista de transmissão no WhatsApp. O Brasil tem mais aparelhos telefônicos ativos que pessoas! E se você possui um celular, provavelmente tem WhatsApp. Esse aplicativo caiu no gosto dos brasileiros de tal maneira, que o nosso país é a maior audiência dele fora dos Estados Unidos. Mas com o WhatsApp veio a perturbadora mania dos grupos. É grupo de mocidade, das irmãs, da classe da Escola Dominical, da faculdade e do pessoal do trabalho. E o que era para ser um fórum para assuntos ligados aos interesses comuns tornou-se um meio de divulgação de piadas, vídeos bizarros e imagens satíricas. Para fins evangelísticos, portanto, um grupo é uma coisa inútil. O que fazer?
A solução pode estar nas listas de transmissão. Com essa funcionalidade, você pode enviar uma mensagem redigida em linguagem direta não para um, mas para todos os seus contatos. Ela será visualizada pelos destinatários como sendo um recado pessoal seu para eles, para cada um pessoalmente, mas sem o trabalho de redigir um texto para cada contato. Então, faça uma lista de transmissão apenas para os seus contatos não crentes. Veja como é fácil: Abra o aplicativo WhatsApp; vá até Conversas > Menu > Nova Transmissão; escolha os nomes dos destinatários; e, finalmente, confirme e toque em Criar.

Conclusão
O mundo jamais viveu um avanço científico, industrial ou acadêmico como este. Sem exageros, o conhecimento produzido no último século é superior a tudo o que foi escrito, descoberto ou criado anteriormente. Mas isso não deve surpreender-nos. Primeiro, por que está previsto nas Escrituras (Dn 12.4) e, segundo, por que o saber não é essencialmente danoso (Pv 2.6). Ao contrário, beneficiamo-nos tanto da medicina quanto da tecnologia atual de telecomunicações. Entretanto, a era da informação, apesar das óbvias vantagens que oferece, é um desafio evangelístico, pois não houve outro momento com mais distrações ou concorrências à pregação do evangelho do que o atual.
A maioria de nós não é nascida no ambiente virtual da era da informação. Ao contrário, tivemos de aprender a viver neste período. Mas as necessidades dos seres humanos continuam as mesmas: o homem ainda precisa de Deus e da salvação em Jesus Cristo. Você pode não entender todos os recursos da modernidade, mas conhece o modelo ideal para ganhar almas. Então, fale de Cristo.

Autor: Claudionor de Andrade





Lição 12 - Profecias de Salvação e Esperança (Jovens)



No capítulo 40, começam as profecias que se referem ao exílio e pós--exílio. Isaías tem objetivos muito claros nessa segunda parte de suas profecias. Ele anuncia ao povo que o tempo de sofrimento estaria chegando ao fim, que o castigo divino estava para terminar e que bênçãos e salvação estavam a caminho. Elas enfatizam o livramento (40-48), a redenção (49-57) e a glória (58-66) do povo de Deus. Logo, dizem respeito à salvação e à esperança, servindo de contrapeso às profecias iniciais que previam catástrofes e miséria devido à desobediência do povo, mostrando também que a misericórdia e o amor de Deus são infinitamente maiores que sua correção e juízo.
As profecias se referem a dois períodos históricos. O primeiro é o do cativeiro babilónico que logo aconteceria e o povo precisaria ter esperança em Deus para ver Jerusalém e o templo completamente destruídos (veja Lamentações de Jeremias) e sobreviver em Babilónia, um lugar de sofrimentos, saudades (SI 137) e perdas; alguns deles serviriam no palácio real, como Daniel e seus amigos, porém muitos seriam escravos maltratados e fariam trabalhos desprezíveis. Aliás, os maltratados eram maioria. Por isso, o profeta anima-os com suas palavras preparando-lhes para este tempo; o segundo é o período em que eles voltariam do cativeiro e, dadas as condições precárias da longa viagem, em boa parte pelo deserto, bem como a própria situação de Jerusalém devastada, a qual encontrariam quando chegassem, era preciso palavras de encorajamento para que o remanescente não desfalecesse. Todas essas profecias de Isaías, no entanto, têm um horizonte muito maior, que é a salvação que Deus daria ao povo através de Cristo; por isso, o profeta é chamado de anunciador de Boas-Novas, pois ele prevê que Deus traria grande salvação ao seu povo, para além do tempo de cativeiro e retomo.

I - O PROFETA EVANGELISTA
A destruição estava em toda parte (Lm 2.2), o templo foi profanado, e todos foram humilhados (Lm 1.10; 2.15; 3.45-46), a autoestima foi abalada (Lm 2.1), a esperança esvaiu-se por completo (Lm 5.2), o povo foi levado escravo (Lm 1.3; 5.5), instalou-se uma crise de identidade (Lm 1.6; 2.9; 5.6) e a fome devorava todos (Lm 4.4-5). É nesse contexto futuro de destruição que o profeta constrói uma das passagens mais lindas de Isaías. Primeiramente que Deus agiria trazendo libertação ao povo, mas também traria a certeza de que o Messias viria como ungido divino e restauraria todas as coisas.
É importante notar uma inferência à trindade no texto do capítulo 61, pois o profeta se refere ao “Espírito”, ao “Senhor Jeová” e a “mim” (Is 61.1), demonstrando que toda a trindade e poder divinos estavam agindo a favor de Israel e da humanidade perdida, no sentido de lhes trazer salvação e redenção completas através das Boas-Novas do evangelho. Teologias do método histórico-crítico argumentam que, quando o profeta se refere a “mim”, está se referindo a si mesmo ou ao povo de Israel, porém essa tese é desfeita quando Jesus toma o livro de Isaías na sinagoga de Nazaré e diz: “Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos” (Lc 4.21)
1. A situação do povo no cativeiro
Aconteceram três deportações para a Babilónia; a primeira em 605 a.C., sendo um dos cativos o profeta Daniel; a segunda em 597 a.C., quando foram levados todos os nobres e ricos da cidade, em tomo de 10 mil pessoas; e a terceira, como um golpe final sobre Jerusalém, aconteceu no ano 586 a.C.. Alguns haviam morrido de forme e nas guerras, e somente os mais pobres dentre o povo ficaram na cidade. Nessa conquista, a cidade foi devastada, o templo queimado e as riquezas saqueadas. Somente no ano de 539 a.C. os judeus começaram a voltar para Jerusalém e a reconstruí-la juntamente com o templo.
O povo de Deus, vivendo fora de sua própria terra, estaria numa situação muito lastimável. Eram escravos, sem templo, sem sacerdote, sem rei, sem orientação clara, em total desespero. Isaías nos dá uma ideia de como seria: “Essas duas coisas te aconteceram; quem terá compaixão de ti? A assolação, e o quebrantamento, e a fome, e a espada! Como te consolarei? Já os teus filhos desmaiaram, jazem nas entradas de todos os caminhos, como o antílope na rede; cheios estão do furor do Senhor e da repreensão do teu Deus” (Is 51.19-20). Eles seriam tão humilhados que o profeta lhes chama de “bichinho [outras versões escrevem vermezinho] de Jacó, povozinho de Israel” (Is 41.14). Mas ao mesmo tempo, ele lhes dá esperança de que Deus os ajudaria, seria seu Redentor. A escravidão a qual o povo foi submetido é descrita por Isaías como humilhante e exaustiva a ponto de aniquilar as forças (Is 44.12; 49.4). Eles estavam indefesos diante do poder do opressor.
Além disso, quando o povo de Jerusalém chegasse à Babilónia, haveria um contraste inquietante: a falsa grandeza dos deuses babilónios, que deram a vitória aos opressores, e o aparente fracasso do Deus israelita, que não livrou seu povo. Diante disso, eles precisavam ser animados e encorajados para continuarem crendo e esperando que Deus lhes traria o livramento, quando o castigo pela desobediência passasse. O profeta deveria dar uma mensagem de esperança para que o povo não caísse na armadilha de achar que havia uma disputa entre os deuses babilónios e o Deus de Israel. Embora temporariamente os babilónios tenham sido vencedores, essa realidade não duraria para sempre. Sendo assim, o profeta estava enviando Boas-Novas de salvação para num momento em que a confiança em Deus ficaria muito tênue, diante da realidade do opressor.
2. A situação do povo que ficou em Jerusalém
Nas primeiras deportações, o rei da Babilónia levou as pessoas mais nobres, ricas e as pertencentes à corte real (2 Rs 24.12-17; Jr 52.28-32). Na última deportação, foram levadas pessoas mais simples, como os funcionários da corte, sacerdotes, levitas, ajudantes, serventes, artesãos, alguns agricultores e vinhateiros (2 Rs 25.9-12). Ficaram somente os extremamente pobres na periferia de Jerusalém. O profeta Jeremias descreve a situação dos que ficaram da seguinte maneira: “A nossa herdade passou a estranhos, e as nossas casas, a forasteiros. Órfãos somos sem pai, nossas mães são como viúvas. [...] Os nossos perseguidores estão sobre os nossos pescoços; estamos cansados e não temos descanso. [...] Servos dominam sobre nós; ninguém há que nos arranque da sua mão. [...] Nossa pele se enegreceu como um fomo, por causa do ardor da fome. Forçaram [estupraram] as mulheres em Sião; as virgens, nas cidades de Judá” (Lm 5.2-3, 5, 8, 10-11). Chegou-se até a afirmar que eram mais felizes os que morreram pela espada do que pela fome (Lm 4.9).
3. O significado de Boas-Novas
Diante desse quadro desolador, o profeta anuncia as Boas-Novas de salvação através do Servo Sofredor, que tomaria o lugar miserável do povo. De forma contextualizada, é justamente nesse estado que se encontram todos aqueles que estão afastados de Deus, cuja situação é caótica e somente a graça de Deus anunciada nas Boas-Novas é que pode trazer libertação e redenção.
A expressão Boas-Novas vem da palavra hebraica basar, que no grego é euangelizo, de onde provém a palavra “evangelho”. Sendo assim, quando anunciamos o evangelho, estamos cooperando com Deus e dando prosseguimento ao que o profeta iniciou, proclamando que o Deus libertador e perdoador está ao alcance de todos. É justamente a proclamação do evangelho que permite o acesso ao evangelho; por isso, o imperativo ide (Mt 22.9; 28.19), que possibilita aos ouvintes libertação, de acordo com o que Paulo escreveu: “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Rm 10.14).
4. O anunciador de Boas-Novas
Por quatro vezes em seu livro, o profeta faz menção ao anúncio de Boas-Novas (40.9; 41.27; 52.7; 61.1). O que aconteceria ao povo no cativeiro não poderia ser comparável com a salvação que viria, e é por isso que ele anuncia Boas-Novas. Portanto, quando o profeta pronuncia Boas-Novas, está dizendo que, apesar das circunstâncias difíceis do cativeiro, Deus estaria agindo. Para provar isso, ele evoca na sua profecia, diversas vezes, a obra da criação (e.g., Is 40.12-17, 21-31 dentre outros), como se, no momento do exílio, estivesse tudo “sem forma e vazio”, mas Deus estaria se movendo sobre a face das águas (Gn 1.2) e, em breve, traria livramento para seu povo.
Da mesma forma, os cristãos no mundo todo são chamados a proclamarem o evangelho de Cristo aos que estão no cativeiro do pecado, do desprezo e da opressão, de tal forma que todos alcancem aquilo para o qual Cristo veio: “[...] restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos” (Is 61.1). Isso porque, como afirma René Padilha, “a comunicação oral do evangelho realmente é uma tarefa que os cristãos não podem esquecer.” Somos convocados por Deus para tal tarefa ao recebermos o seu Espírito Santo: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8). Assim sendo, porque Cristo foi ungido pelo Espírito Santo, todos nós, seus discípulos, também o somos com o objetivo de tomar conhecidas as Boas-Novas do evangelho. O profeta deixa claro que, para fazer a obra de Deus dessa forma extraordinária, é necessário que, antes de tudo, haja unção do Espírito Santo (At 1.8). Depois é que se segue o enviar (ide), o proclamar (pregar), o consolar e o ordenar (serviços) (Is 61.1).

II - AS BOAS-NOVAS DO EVANGELHO
Apesar de Isaías prever muito juízo divino como consequência da desobediência à Palavra de Deus, de descrever catástrofes bélicas e de aprisionamento do povo de Deus, o profeta faz irromper, com todo ímpeto, a salvação de Deus em seu livro. É algo extraordinário e belo observar a inspiração profética de Deus vindo em socorro do povo, a começar pelo nome de Isaías, que significa “o Senhor salva”. O verbo hebraico ysha ’, de cuja raiz vem o nome de Isaías, significa ajudar, salvar, resgatar, auxiliar quem está em dificuldades, e é justamente isso que Deus faz com Israel. Por isso, vários textos de Isaías mostram o Senhor Deus como o salvador.
Outra palavra utilizada por Isaías que denota Boas-Novas é “Redentor”, do hebraico go’el, que é o que redime dívidas impagáveis, assumindo as penalidades do que deveria ser castigado. Assim, Deus se coloca no lugar do pecador (Israel e gentios) impenitente e lhe provê o perdão e o livramento do castigo. Isaías ainda usa a palavra hebraica padah, que também significa “remir” ou “resgatar”, ou seja, é Deus pagando o preço pela libertação. Essas são as grandes Boas-Novas que Isaías anuncia, sem nem mesmo compreendê-las plenamente, pois se cumpririam por completo apenas em Cristo. Elas se resumem neste texto do profeta: “Por um pequeno momento, te deixei, mas com grande misericórdia te recolherei; em grande ira, escondi a face de ti por um momento; mas com benignidade eterna me compadecerei de ti, diz o Senhor, o teu Redentor” (Is 54.7-8).
1. O evangelho é uma pessoa
O Evangelho é a própria pessoa de Cristo. Nele se concentra toda a boa-nova de Deus para o resgate do ser humano. Foi Ele que, com sua morte e ressurreição, tomou a mensagem do Evangelho inconfundível. Quando Jesus morreu na cruz, nEle concentrou-se todo o mal e toda a culpa humana, como um ralo gigantesco que absorveu tudo aquilo que é contrário à plenitude da natureza humana para a qual Deus nos criou. Cristo nos libertou da maldição da Lei, da condenação do pecado e da separação de Deus, permitindo-nos estar unidos em comunhão com Ele, a fonte da vida. Deus agora não olha mais para nosso passado como parâmetro para nos aceitar e encaminhar nosso destino; porém, através da lente do evangelho, Ele nos vê como sua delícia (“Hefzibá” conforme Is 62.4) e somos procurados por Ele (Is 62.12) para uma vida de comunhão e intimidade.
Marcos é o evangelista que nomeia o Evangelho como sendo o próprio Cristo (Mc 1.1), bem como anuncia que o tempo do Evangelho chegou com Cristo (Mc 1.15) e Mateus anuncia que as várias profecias de Isaías se cumpriram em Cristo (Mt 1.22-23; 2.15,23; 4.12-17; 12.17-21; 21.4-5). Ele abriria os olhos dos cegos e tiraria de prisões aqueles que estavam em trevas. Por isso, Jesus é chamado em Isaías de luz dos gentios (Is 9.2; 42.6-7), que os tirariam das trevas e lhes iluminariam o acesso a Deus.
2. O evangelho é uma mensagem
O evangelho é o poder de Deus operando para a salvação de todo aquele que crê (Rm 1.16). A aceitação do evangelho em atitude de fé é a garantia da libertação de pecados, medos e culpas, e também é a porta de entrada para a vida de liberdade que Deus preparou para os seus filhos. “O Messias continuará a usar a pregação do evangelho, para levar embora as cinzas da tristeza que os nossos obscuros pensamentos amontoaram sobre a nossa cabeça, e a derramar sobre nós o óleo de gozo.”
O profeta salienta que Deus, contrastando com os ídolos, é aquEle que trabalha para os que nEle esperam (Is 64.4). Na história da humanidade, nunca se viu ou se verá um Deus assim, simplesmente porque não existe outro Deus. O trabalhar de Deus em prol da humanidade perdida foi tão intenso que não poupou nem mesmo seu único filho. Dessa forma, seu trabalhar estendeu-se para além de qualquer expectativa humana, a ponto de entregar-se a si mesmo em Cristo, provando seu grande amor incondicional e seu cuidado intensivo para com a situação deplorável da humanidade, trazendo-lhes salvação, apesar de ninguém ser merecedor de tão grande salvação, pois todos pecamos, “somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia” (Is 64.5-6).
Imundícia, aqui, está relacionada à peça de vestuário suja de sangue de menstruação, que contaminava cerimonialmente a mulher e também o homem que nela tocasse no Antigo Testamento. Mesmo quando achamos que podemos estar agindo religiosamente da melhor maneira, isso pode ser totalmente sem valor, pois quem nos justifica é somente Cristo, ou seja, o evangelho é a garantia de que todas as nossas impurezas, imperfeições, pecados e misérias são lavados pelo sangue do Cordeiro e, assim, somos aceitáveis e queridos por Deus. O apóstolo Paulo faz coro ao profeta quando afirma: “[...] As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus” (1 Co 2.9-10).
3. O evangelho é um estilo de vida
O estilo de vida proposto pelo evangelho não tem muito a ver com a cultura gospel impregnada em nosso país. E, na verdade, um estilo de vida que imita Jesus em todas as coisas, numa atitude radicalmente contrária aos valores observados ou impostos até mesmo pela religiosidade. Seguir Jesus é dizer sim a atitudes de amor e de esperança para um mundo sofredor.
Mas seguir a Jesus também é ansiar pela presença e intervenção de Deus no mundo para que haja salvação. Por isso, o profeta faz uma série de anseios, lamentos e apelos proféticos apaixonados, que também devem ser nosso alvo, divididos da seguinte forma:
A1. Anseio: Pelo amor de Deus (63.15-16);
B1. Lamento: Nosso coração endurecido (63.17-19);
A2. Anseio: Desejo intenso pela presença e ação de Deus (64.1-5a);
B2. Lamento: Nossos pecados permanentes (64.5b-7);
C. Anseio: Desejo pelo toque perdoador de Deus (64.8-9);
Apelo: Que o Deus ilimitado intervenha (64.10-12).
Assim, viver o evangelho é ansiar profundamente (SI 42; 84) pela presença e manifestação de Deus como única solução purificadora e regeneradora do ser humano. E bem verdade que o pecado e o sofrimento nos acompanharão por toda a vida terrena; mas em Cristo, sempre de novo e infinitamente, experimentaremos o poder libertador, curador, restaurador e transformador do evangelho.
Algumas pessoas são carregadas de vícios a serem abandonados, culpas do passado, precisam de restauração de suas ruínas emocionais de sofrimento e dor, pois o pecado e o sofrimento criam correntes de prisão da alma humana. Muitos não encontram saída para tanta desolação e tristeza. Os mecanismos humanos não dão conta de reconstruir o que se perdeu, ou entrou em ruínas. É nesse momento de caos, assim como com Israel, que o profeta levanta a voz e diz: “E edificarão os lugares antigamente assolados, e restaurarão os de antes destruídos, e renovarão as cidades assoladas, destruídas de geração em geração” (Is 61.4). Tudo isso é possível porque o Espírito do Senhor, assim como no Messias, é sobre nós. Logo, a restauração da situação de miséria humana é um milagre divino que ecoa e age porque Cristo toma isso possível. Foi por isso que Paulo escreveu: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego” (Rm 1.16). Portanto, os que vivem no evangelho vivem um novo estilo de vida não mais condicionado ou aprisionado ao pecado e ao sofrimento humano, mas livre, liberto e pleno de vida, porque Cristo permite a todos que o aceitam e vivem a mensagem do evangelho que experimentem o seu poder transformador.

III - SALVAÇÃO E ESPERANÇA
1. Deus ampara seu povo no cativeiro
O profeta, descrevendo a situação do povo no cativeiro e prevendo salvação, afirma que o livramento do Senhor virá em meio ao deserto e que este se tomará em caminho reto. Passarão por vales e montanhas, porém estes se tomarão planos. Aquilo que no momento está torto será endireitado, e o que é áspero se tomará liso (Is 40.3-4). Ele faz a promessa de que aqueles que, em meio à tribulação, ficarem cansados e afadigados, se esperarem no Senhor, suas forças seriam renovadas para uma caminhada sem fadiga e uma corrida sem se cansar (Is 40.29-31). No exílio, o povo se sentiria muito longe de Deus, com muita sede dEle, mas Ele os ouviria e lhes saciaria; Deus lhes promete que lugares desertos se transformariam em mananciais de águas pelo seu poder miraculoso (Is 41.17-18). Isso significa que Deus proverá para o seu povo as coisas essenciais em muita abundância.
O profeta descreve o amor de Deus semelhante ao amor materno (Is 49.15), não tendo outra comparação que chegue mais perto desse amor, pois é a expressão de amor humano mais gratuito que existe. Ainda assim, o amor materno pode falhar, mas o de Deus nunca falha. Assim, Deus é descrito como amigo e interessado em livrar, perdoar, libertar, curar e cuidar. Nesse sentido, o profeta Isaías descreve o amor de Deus sendo: consolador (40.1; 51.12), que dá vigor ao cansado (40.29; 41.10), o compassivo (49.13; 52.9), o pastor (40.11), o perdoador (55.7) e um Deus próximo (45.3; 49.1,16). Dessa forma, o profeta desfaz uma imagem de um Deus vingativo e irado, muito comum no Antigo Testamento, e mostra quem Ele realmente é. Uma figura próxima do ser materno, a fim de expressar o amor de Deus ao povo, é usada quando o profeta o chama de pastor (Is 40.11; 56.8; 57.18; 58.11). Ele assim o faz para mostrar que Deus cuida, guia, toma em seus braços de amor e lhes traz descanso.
2. Deus livra o seu povo do cativeiro
A divindade cultuada na Babilónia era Marduk que, aparentemente, enquanto o povo estava debaixo da escravidão, levava vantagem. Marduk, na mitologia babilónica, era o deus que havia vencido o monstro marinho e criado o mundo; logo, era o mais poderoso. Por esse motivo, a profecia salienta a grandeza do Todo-poderoso Deus de Israel, atribuindo a vitória sobre o monstro a Jeová (Is 45.5; 51.9) e salientando várias vezes que Ele é o criador de todas as coisas (Is 43.7,15; 45.12), o único Salvador (Is 44.8; 45.5,6,18,21; 46.9), o Redentor e o Santo de Israel (Is 41.14; 44.22; 54.5,8).
Certamente, a dúvida pairava na cabeça de muitos israelitas se, de fato, essa divindade não seria mais poderosa que o Deus Jeová. Entretanto, quem tem condições de entender a história - e o profeta é um deles -prevê que, ao final das contas, existe apenas um Deus que é verdadeiro, sendo os demais mui medíocres (Is 46.1), pelo simples fato de terem sido criados pelas mãos dos homens, o que nem é parâmetro de comparação com o Deus de Israel. Pouco a pouco, o povo percebe que são seus próprios pecados e desobediência que os trouxeram ao cativeiro (Is 43.27-28) e que o opressor nada mais foi que um instrumento do único Deus verdadeiro para corrigir e dar vida novamente a seu povo.
Na profecia de Isaías, Deus chama Ciro, rei da Pérsia, de “ungido” (Is 45.1), sendo ele o instrumento para consolar e libertar seu povo do cativeiro no ano 539 a.C., apontando, desse modo, para o próprio Messias que, então sim, traria a libertação completa (Jo 8.36). Para reacender a fé do povo quando estivesse no cativeiro, o profeta lembra a eles o triunfo do êxodo, quando Deus interviu milagrosamente para libertar o povo (Is 40.3-4; 43.19-21). Deus sabia que seu povo ficaria confuso e com dúvidas no cativeiro. Por isso, o profeta antecipa-se aos fatos com palavras de consolo e esperança (Is 49.8-10).
3. Um derramar abundante do seu Espírito
Em todo o Antigo Testamento, o Espírito Santo é mostrado como o ser divino bastante ativo e colocando tudo e todos em movimento, criando (Gn 1.2; SI 33.6), organizando a caminhada do povo (Jz 3.10), inspirando e ungindo reis, profetas e sacerdotes (1 Sm 19.21; Mq 3.8; Nm 3.3), e dando sabedoria (Ex 35.31); mas é em Isaías que o Espírito Santo tem uma abrangência muito maior. Ele repousaria sobre o Messias (11.2); seria derramado (32.15); faria cumprir a Palavra do Senhor (34.16); está em todos os lugares (38.16); é autónomo (40.13); seria o protetor (59.19); daria restauração e liberdade (61.1); faria um concerto eterno (61.8) e daria descanso (63.14). O profeta prevê que Ele derramaria água sobre todos os que tiverem sede de Deus e transformaria em rios onde houvesse uma terra seca. “E a terra seca se transformará em tanques, e a terra sedenta, em mananciais de águas; e nas habitações em que jaziam os chacais haverá erva com canas e juncos” (Is 35.7). E ainda: “Abrirei rios em lugares altos e fontes, no meio dos vales; tornarei o deserto em tanques de águas e a terra seca, em mananciais” (Is 41.18).
Esse mesmo Espírito agiu sobre a vida de Jesus (Mc 1.10; Lc 4.14,18) para curar, libertar, transformar, operar milagres, consolar, ressuscitar mortos e realizar as obras de Deus; e esse mesmo Espírito opera na vida da Igreja para fazer obras maiores ainda (Jo 14.12); e é o Espírito Santo quem dá acesso ao Reino de Deus: “Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus” (Jo 3.5). Portanto, o Espírito Santo age hoje de maneira muito mais intensa que nos tempos de Isaías, pois foi ele quem previu um derramar abundante onde houvesse sequidão (Is 35.7).
Além de o Espírito Santo colocar todas as coisas em movimento, atuar sobre reis e profetas e ungir a Jesus de Nazaré, seu agir se dá no meio do seu povo e na vida de cada crente em particular, levando ao arrependimento. Quando alguém olha para dentro de si e percebe quantas coisas existem que não agradam a Deus e se esforça para abandoná-las, isso pode levar a um colapso mental e espiritual, pois ninguém consegue agradar a Deus plenamente. Porém, ao reconhecer as falhas e procurar abandoná-las - o que o profeta chama de arrependimento ou estar de coração contrito (Is 57.15) -, Deus imediatamente se aproxima num acolhimento de amor, provendo sua presença curadora e restauradora. Caso contrário, ninguém suportaria a dor de suas próprias debilidades humanas. A isso o evangelho chama de graça divina. Aqueles cujo coração é contrito, com estes o “Deus conosco” habita (Is 7.14; Mt 1.23) e produz vivificação, ou seja, o que era sinal de morte passa a ser a essência da vida.

Autor: Claiton Ivan Pommerening




Dinâmica da Lição 12: A Evangelização Real na Era Digital (Adultos)



Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
- Ao preparar a aula, você precisa lembrar que seu alvo é ensinar a palavra de Deus a fim de transformar a vida dos alunos. Para isso, tenha sempre em mente o que eles precisam saber, sentir e agir.
- Este é um momento de grande importância, quando você deverá atrair a atenção e o interesse da classe para o que será ensinado.
6 - Não esqueça que ministrar uma aula não significa apenas transmitir um amontoado de informações teológicas ou conhecimentos puramente pessoais sem a interação com a classe. É importante que os alunos sejam incentivados a participar no processo de aprendizagem.
- Apresentem o título da lição: A Evangelização Real na Era Digital.
– Agora, trabalhe o conteúdo da lição. – Para isso é importante que você apresente estratégias que estimule a participação dos alunos, valorize o conteúdo, reforce as aplicações e facilite a aprendizagem. Portanto, para não perder de vista o alvo da lição, use a criatividade, apresente domínio da matéria e observe se os alunos estão entendendo o assunto.
- Para concluir, utilizem a dinâmica “Evangelismo pela mídia virtual”.



Dinâmica: Evangelismo pela mídia virtual.

Objetivo:
Mostrar que o evangelismo também pode ser feito pela internet.
Material didático:
02 cartolinas
02 pincéis atômicos
Atividade didática:
E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura (Marcos 16:15).
Diga que a rede mundial de computadores, conhecida também como internet conecta o mundo inteiro. A internet e um veiculo de comunicação muito rápido e multimídia. Se tornando um potente meio de  evangelizar e levar a Palavra de Deus a lugares que estão a milhares de quilômetros de distancia.
Alguns são totalmente contra esse método, dizendo que esse meio de evangelização tira o foco de uma evangelização presencial e mais eficaz.
Porém acredito que deve haver um equilíbrio onde a evangelização presencial e a evangelização pela internet possam conviver juntas.
Divida a turma em dois grupos, passe as informações de suas pesquisas para cada grupo. Dê também a cada grupo uma cartolina e um pincel atômico. O grupo um irá anotar na cartolina os pontos positivos da evangelização pela internet, enquanto que o grupo dois irá escrever os pontos negativos da evangelização pela internet. Dê a eles um tempo para fazer suas anotações. Ao final peça para que um representante de cada grupo apresente suas anotações. Cada aluno terá entre cinco a dez minutos para fazer sua exposição. Coloque os cartazes em um local visível e desenvolva um debate entre eles sobre o que foi dito entre cada grupo.
Após a discussão apresente para os alunos 7 dicas para o evangelismo na internet.
1- Não tenha vergonha de dizer que é cristão
2- Dedique um tempo para evangelizar na web. Caso seja possível, visite a pessoa evangelizada.
3- Procure a qualidade naquilo que você posta.
4- Tenha em mente que você pode ajudar as pessoas que precisam de uma palavra sua.
5- Não desanime com as críticas.
6- Ame a oração e a leitura da Bíblia, pois são ferramentas indispensáveis.
7- Utilize bem os blogs e as redes sociais.

Encerre mostrando que estando nos fim dos tempos, todos os mais variados meios evangelísticos são importantes. Apesar de não ser presencial o evangelizar pela internet pode ser muito eficaz e abrangente. Redes sociais, blogs e comunidades são potencias lugares de evangelização na internet. Lugares onde você pode tocar várias vidas com a mensagem de Cristo.


Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Por Roberto José
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Dinâmica da Lição 12: Profecias de Salvação e Esperança (Jovens)



Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
- Ao preparar a aula, você precisa lembrar que seu alvo é ensinar a palavra de Deus a fim de transformar a vida dos alunos. Para isso, tenha sempre em mente o que eles precisam saber, sentir e agir.
- Este é um momento de grande importância, quando você deverá atrair a atenção e o interesse da classe para o que será ensinado.
6 - Não esqueça que ministrar uma aula não significa apenas transmitir um amontoado de informações teológicas ou conhecimentos puramente pessoais sem a interação com a classe. É importante que os alunos sejam incentivados a participar no processo de aprendizagem.
- Apresentem o título da lição: Profecias de Salvação e Esperança.
– Agora, trabalhe o conteúdo da lição. – Para isso é importante que você apresente estratégias que estimule a participação dos alunos, valorize o conteúdo, reforce as aplicações e facilite a aprendizagem. Portanto, para não perder de vista o alvo da lição, use a criatividade, apresente domínio da matéria e observe se os alunos estão entendendo o assunto.
- Para concluir, utilizem a dinâmica “O Bombom da salvação e esperança”.



Dinâmica: O Bombom da salvação e esperança

Objetivo:
Conscientizar os alunos da necessidade de pregarmos a mensagem de salvação a todos.
Material didático:
Uma caixa de bombom
Atividade didática:
Previamente, abra a caixa e retire alguns bombons, deixando apenas uma quantidade que dê apenas para metade da classe. Diga aos alunos que você trouxe um prêmio para eles. Todos serão premiados pelo esforço, dedicação e participação nas aulas. Entregue a caixa a um dos alunos e permita que cada um pegue o bombom que preferir. É evidente que faltarão alguns bombons. Então, os que ganharam certamente irão reclamar. Pergunte o porquê das reclamações. Comente que é desagradável ver os outros se deliciarem com o chocolate enquanto apenas se observa. Diga-lhes que na vida espiritual é isso que vem acontecendo, enquanto muitos se deliciam com a mensagem de salvação e esperança, outros estão tristes desanimados, vivendo uma vida de pecados, pois não receberam, como vocês, o bombom espiritual do Evangelho. Se vocês ficaram chateados por não terem acesso a um simples bombom, imaginem se não tivéssemos o direito de ouvir a mensagem de salvação e esperança? Deus é justo e jamais procederia dessa forma. Ele não faz acepção de pessoas. Em seguida, pegue os bombons que você retirou e entregue aos alunos que não receberam. Enquanto você distribui os bombons conscientize seus alunos que a mensagem de salvação deve ser entregue a todos e não apenas a alguns.


Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

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Dinâmica da Lição 12: Ética cristã na vida escolar (Juvenis)



Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
- Ao preparar a aula, você precisa lembrar que seu alvo é ensinar a palavra de Deus a fim de transformar a vida dos alunos. Para isso, tenha sempre em mente o que eles precisam saber, sentir e agir.
- Este é um momento de grande importância, quando você deverá atrair a atenção e o interesse da classe para o que será ensinado.
6 - Não esqueça que ministrar uma aula não significa apenas transmitir um amontoado de informações teológicas ou conhecimentos puramente pessoais sem a interação com a classe. É importante que os alunos sejam incentivados a participar no processo de aprendizagem.
- Apresentem o título da lição: Ética cristã na vida escolar.
– Agora, trabalhe o conteúdo da lição. – Para isso é importante que você apresente estratégias que estimule a participação dos alunos, valorize o conteúdo, reforce as aplicações e facilite a aprendizagem. Portanto, para não perder de vista o alvo da lição, use a criatividade, apresente domínio da matéria e observe se os alunos estão entendendo o assunto.
- Para concluir, utilizem a dinâmica: Vivendo como “sal da terra e luz do mundo”.



Dinâmica: Vivendo como “sal da terra e luz do mundo”.

Objetivo:
Enfatizar a importância dos dons de pastores e doutores na igreja.
Materiais didáticos:
Fita adesiva
Um coração bem grande de cor azul-claro
Corações pequenos brancos feitos de cartolina. A quantidade de corações pequenos será a mesma do número de alunos.
Atividade didática:
“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte” (Mateus 5:13,14). Explique que esta frase, dita por Jesus Cristo e referenciada nos evangelhos, sintetiza o caráter da nossa missão, e nos fornece diretrizes muito precisas e importantes. Utilizando-se de dois elementos bastante presentes em nosso cotidiano, (o sal e a luz), Jesus compõe um ensinamento simples e esclarecedor, que, se posto em prática, é realmente capaz de transformar nossas relações éticas com as pessoas e com os fatos.
Elabore em casa quatro perguntas que servirão como discussão em classe (Veja sugestão logo abaixo). Divida a turma em 4 grupos. Cada grupo deverá ficar com uma pergunta. Dê um tempo para que os grupos discutam a questão. Em seguida reúna os alunos formando um único grupo. Cada grupo terá alguns minutos para expor suas ideias e responder a questão. Ouça a todos com atenção! Faça as considerações que julgar necessárias. Conclua lendo o texto bíblico de João 17.15. Explique que Jesus não pediu para o Pai retirar os discípulos do mundo, mas Ele orou pedindo que os livrasse do mal. Como discípulos de Jesus não podemos viver isolados, porém não podemos nos contaminar com o mal. Vivemos em sociedade, porém não podemos nos conformar com a filosofia, ou seja, o modo de pensar deste mundo (Rm 12.2).

Questões para discussão:
1. É possível ser um estudante e ao mesmo tempo manter um padrão ético cristão no ambiente escolar?
2. O que significa ser "sal da terra” e “luz do mundo” em minha escola?
3. Como manter o meu padrão de cristão na escola e não ser um cristão alienado?"
4. Como manter um padrão ético diante das pressões impostas no ambiente escolar?


Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

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Dinâmica da Lição 12: O Movimento Pentecostal no Brasil (Adolescentes)



Professores e professoras observem alguns pontos importantes e valiosos para o bom crescimento e desenvolvimento de seu aluno e de sua sala:
1– Procure manter os dados pessoais de seus aluno(a)s sempre atualizados (endereço, telefone, e-mail, redes sociais, etc)
2– Antes de iniciar a aula procure se aproximar de cada aluno de sua classe:
- Cumprimente-os, abrace-os.
- Procure saber como foi a semana de cada um deles, e escute-os.
- Preste bastante atenção se há alguém que precise de algum tipo de atenção ou oração especial.
- Observe se existe algum visitante e/ ou aluno novato e faça-lhes uma apresentação muito especial para que ele sinta-se desejoso de voltar a sua sala.
3– Aconselhamos que antes da aula procure ver com seu secretário o nome dos aniversariantes para que após a aula você possa parabeniza-los, dando-lhes um abraço, oferecendo um versículo ou quem sabe uma simples lembrancinha.
4– Ao final da aula procure ver com o secretário de sua sala o nome das pessoas ausentes e durante a semana separe um momento onde você possa entrar em contato com ele(a), por meio de uma visita, um telefone ou rede sociais.
5– É importante que você como professor entenda a importância de cada atitude como a que recomendamos logo acima, a fim de que você possa desenvolver um vínculo afetivo com cada aluno, ele compreenderá o quanto você o ama e se importa com ele.
- Ao preparar a aula, você precisa lembrar que seu alvo é ensinar a palavra de Deus a fim de transformar a vida dos alunos. Para isso, tenha sempre em mente o que eles precisam saber, sentir e agir.
- Este é um momento de grande importância, quando você deverá atrair a atenção e o interesse da classe para o que será ensinado.
6 - Não esqueça que ministrar uma aula não significa apenas transmitir um amontoado de informações teológicas ou conhecimentos puramente pessoais sem a interação com a classe. É importante que os alunos sejam incentivados a participar no processo de aprendizagem.
- Apresentem o título da lição: O Movimento Pentecostal no Brasil.
– Agora, trabalhe o conteúdo da lição. – Para isso é importante que você apresente estratégias que estimule a participação dos alunos, valorize o conteúdo, reforce as aplicações e facilite a aprendizagem. Portanto, para não perder de vista o alvo da lição, use a criatividade, apresente domínio da matéria e observe se os alunos estão entendendo o assunto.
- Para concluir, utilize a dinâmica “Batismo no Espírito Santo”.



Dinâmica: Batismo no Espírito Santo

O batismo no Espírito Santo é uma promessa para todos. Ele significa para o crente o revestimento de poder e é evidenciado com o falar em línguas. É um dom dado por Deus e foi derramado sobre os apóstolos no Dia de Pentecostes.
Objetivo:
Despertar o interesse em buscar o batismo no Espírito Santo.
Material didático:
Quatro copos,
Etiquetas,
Caneta hidrográfica,
Jarra com água e bacia.
Atividade didática:
Escreva nas etiquetas as palavras: "salvo", "buscar em oração", "perseverança" e "acreditar". Cole uma etiqueta em cada copo. Comece falando que o primeiro copo (escrito "salvo") representa que nós somos filhos de Deus, alcançados pela promessa da salvação em Cristo Jesus. Entretanto fala, derrame a água até a metade do copo. Em seguida, derrame um pouco de água no copo "acreditar" e explique que o primeiro passo para receber o batismo é crer nessa promessa. Vá para o terceiro copo ("buscar em oração") e derrame mais um copo de água. Diga que é importante pedir a Deus o batismo para poder recebê-lo. Por fim, coloque um pouco de água no copo "perseverança" e explique que esse é o último passo para alcançar a promessa do revestimento de poder. Termine a dinâmica colocando o copo "salvo" dentro da bacia. Despeje o líquido de cada um dos copos dentro dele (que irá transbordar) e encerre dizendo que quando o crente salvo em Jesus busca o batismo no espírito santo, se aproxima mais de Deus, transborda em sua presença ao receber o batismo. Pergunte quem ainda não recebeu  e gostaria de receber o batismo. Ore com eles para que sejam batizados no Espírito Santo.


Professor, antes de dar esta aula pesquise com muito afinco todos os pontos abordados em seu Plano de Aula, pois não adianta falar só de achismo, ou porque conheceu este Blog e acha suficiente para dar aula. Entenda que eu não conheço a realidade social, psicológica, física e espiritual de seus alunos, por isso, tente chegar no âmago das dúvidas de seus alunos, não os faça de meros espectadores de um "show" de conhecimento, pois isso não será suficiente, o conteúdo precisa de aplicabilidade para a situação de vida de seus alunos e isso é o mais importante. Deguste à vontade o conhecimento, mas não ache que irá inculcá-lo de uma hora pra outra nos seus alunos, por isso procure ser criativo na exposição do assunto.

Desejamos que esta aula seja portadora de grandes frutos para vida de seus alunos!

Fonte: Revista Ensinador Cristão. Ano 8. Nº32
Adaptada por Roberto José